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Pesquisa diz que jovens de países emergentes veem a globalização como uma oportunidade

A maioria dos jovens brasileiros acreditam num futuro promissor.
A maioria dos jovens brasileiros acreditam num futuro promissor. Charlotte Gonzales
Texto por: Lúcia Müzell
3 min

Estudo sobre a juventude globalizada, realizada por instituto francês, mostra de que os jovens dos países emergentes enxergam a globalização com muito mais otimismo do que os europeus. Os brasileiros se destacam como uns dos que mais confiam que a internacionalização é uma oportunidade ao invés de uma ameaça.

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Um estudo sobre a juventude globalizada chama a atenção nas páginas do jornal Le Figaro de hoje. A principal conclusão da pesquisa, realizada pelo instituto francês TNS Opinion para a Fundação pela Inovação Política, é a de que os jovens dos países emergentes enxergam a globalização com muito mais otimismo do que os europeus. Os brasileiros se destacam como uns dos que mais confiam que a internacionalização é uma oportunidade ao invés de uma ameaça: 81% deles são favoráveis à globalização. No topo do ranking, os chineses despontam com 91% de confiança e 87% dos indianos veem a globalização como uma oportunidade. Os especialistas ouvidos pelo Figaro avaliaram que a juventude dos países emergentes vislumbra a importância crescente dos seus países do cenário internacional, portanto enxerga neste crescimento mais chances de um futuro promissor.
Já os franceses, pessimistas por natureza, estão na outra ponta da lista e são os que menos apreciam o fenômeno, 47% deles enxergando a globalização como uma ameaça. A média europeia ficou em 65% de opinião favorável. No total, quase 33 mil pessoas com entre 15 e 29 anos foram ouvidas pelo estudo, realizado em 25 países do mundo.
Outra conclusão da pesquisa foi que os jovens, em geral, desconfiam cada vez mais dos seus próprios governos e das instituições internacionais. Desta vez, a juventude brasileira se mostrou pessimista, ao contrário dos outros emergentes, inclusive a China, onde a esperança no futuro tem relação direta com a confiança nos governantes. Apenas 44% dos jovens brasileiros confiam nas intituições nacionais. Por outro lado, os órgãos internacionais são melhor vistos pela juventude do país, com 58% de confiança - contra 41% entre os jovens franceses, por exemplo. A explicação, de acordo com analistas ouvidos pelo Figaro, é a de que o Brasil sonha em ingressar em instituições como o Conselho de Segurança da ONU e a Organização Mundial do Comércio.
 

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