Líbia/França

Caças franceses podem ser usados em "guerra eletrônica" contra Líbia, informa Le Figaro.

Forças leais ao ditador líbio Muamar Kadafi se retiraram do centro de Ras Lanuf.
Forças leais ao ditador líbio Muamar Kadafi se retiraram do centro de Ras Lanuf. Reuters

O porta-voz do governo francês, François Baroin, declarou esta manhã que a ofensiva aérea contra as forças do coronel Muammar Kadafi vai começar nas próximas horas. Os bombardeios devem visar alvos estratégicos das Forças Armadas líbias. A ideia é destruir as baterias de defesa anti-aérea de Kadafi, os centros de comando militar do regime e aeroportos militares, de modo a impedir a decolagem dos aviões do ditador.

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O jornal francês Le Figaro afirma que paralelamente deverá ser lançada uma guerra eletrônica para neutralizar os sistemas de radar líbios, uma operação que poderia ser feita por caças franceses com o apoio de aviões radares Awacs. Diplomatas franceses dizem que o objetivo da intervenção é derrubar o regime. Estrategistas em defesa estimam que nesse caso também será necessário atacar os tanques e a infantaria líbia, bombardeando os equipamentos no deserto.

Os presidentes Barack Obama, Nicolas Sarkozy e o premiê britânico David Cameron conversaram durante a noite por telefone para coordenar as ações dessa coalizão internacional de intervenção na Líbia, que não será liderada pela OTAN. O número de países participantes ainda não está definido. Os Estados Unidos negociam o apoio de pelo menos cinco países árabes. O Qatar confirmou oficialmente seu engajamento. Os Emirados Árabes Unidos também estariam dispostos a intervir. A Liga Árabe já havia se posicionado na semana passada de forma favorável a uma intervenção na Líbia para proteger os civis. Neste fim de semana, representantes europeus, da União Africana e da Liga Árabe vão se reunir em Paris para discutir o conflito na Líbia.

Seïf al-Islam Kadhafi, filho do ditador líbio, declarou não estar com medo do ataque autorizado pela ONU. Analistas em defesa acham que Kadafi tende a utilizar a mesma estratégia do ex-presidente iraquiano Saddam Husseim, durante a invasão do Iraque, em 2003, dispersando as forças em terra, o que torna a intervenção dos aliados mais difícil.

 

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