Líbia/ONU

Ofensiva contra Líbia prevê destruir alvos militares estratégicos

O objetivo é impedir o avanço das tropas leais ao ditador Kadafi.
O objetivo é impedir o avanço das tropas leais ao ditador Kadafi. Reuters/Chris Helgren

O porta-voz do governo francês, François Baroin, declarou esta manhã que a ofensiva aérea contra as forças do coronel Muammar Kadafi vai começar nas próximas horas. Os bombardeios devem visar alvos estratégicos das Forças Armadas líbias. A ideia é destruir as baterias de defesa anti-aérea de Kadafi, os centros de comando militar do regime e aeroportos militares, de modo a impedir a decolagem dos aviões do ditador.

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O jornal francês Le Figaro afirma que paralelamente deverá ser lançada uma guerra eletrônica para neutralizar os sistemas de radar líbios, uma operação que poderia ser feita por caças franceses com o apoio de aviões radares Awacs.

Diplomatas franceses dizem que o objetivo da intervenção é derrubar o regime de Kadafi. Estrategistas em defesa estimam que nesse caso também será necessário atacar os tanques e a infantaria líbia, bombardeando os equipamentos no deserto.

Espaço aéreo

A Eurocontrol, Agência européia de controle aéreo, anunciou ter proibido vôos civis em direção à Líbia após o sinal verde da Onu para uma intervenção militar no país. A Eurocontrol reúne todos os países da União Européia e outros países de fora do bloco como a Noruega, Turquia e Ucrânia.

“Todos os 39 países membros do Eurocontrol nos pediram para proibir todos os vôos sobre e em direção à Líbia”, disse um porta-voz do organismo encarregado do controle aéreo. “Nós recusaremos todo plano de vôo com pedidos de sobrevoar à Líbia ou que pedir entrada no espaço aéreo líbio”, acrescentou. Somente os vôos excluídos da proibição (os de ajuda humanitária especialmente) serão autorizados a operar, conforme a resolução, afirmou a Agência em seu site na internet.

No comunicado, a Eurocontrol também esclareceu as informações divulgadas na manhã desta sexta-feira de que a Líbia tinha fechado seu espaço aéreo. A Agência afirmou que tinha recebido a notícia das autoridades de Malta. Mas, após contato direto com Trípoli, “as autoridades líbias disseram que o espaço aéreo do país estava aberto”, informou a Eurocontrol.

A decisão da Agência foi tomada após a aprovação da resolução da ONU criando uma zona de exclusão aérea na Líbia que autoriza "todas as medidas necessárias" para proteger os civis e impor um cessar-fogo às forças armadas líbias.

 

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