Au revoir, Liz...

O rosto de Elizabeth Taylor, no auge da beleza, é destaque em todos os jornais.
O rosto de Elizabeth Taylor, no auge da beleza, é destaque em todos os jornais.

A última grande estrela dos tempos áureos de Hollywood, Elizabeth Taylor, que morreu ontem em Los Angeles, é homenageada por todos os jornais franceses desta quinta-feira.

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"Queen Elizabeth". Assim o diário Libération, de esquerda, ilustra uma foto do rosto maravilhoso da artista, dedicando as suas primeiras cinco páginas ao que chama "o filme de uma vida": carreira, maridos, a relação atormentada regada a whisky com o ator Richard Burton, com quem se casou duas vezes, o combate contra a Aids depois da morte do grande amigo Rock Hudson, o símbolo do glamour absoluto.

"Inesquecível", destaca o popular Le Parisien, lembrando que Liz Taylor teve o destino de um verdadeiro roteiro cinematográfico, com uma vida tumultuada  marcada por excessos, sete maridos e engajamento na luta contra a Aids, à qual se dedicou de corpo e alma.

"Uma diva como não existe mais". A frase do diretor italiano Franco Zefirelli sobre a atriz é citada pelo jornal Le Figaro, de direita, que também publica quatro páginas sobre a estrela premiada com três Oscar. Uma imensa fotografia de Liz como Cleópatra enfeita o artigo. Com um temperamento de leoa, como diz a publicação, ela passava facilmente da ternura à fúria, mudando o brilho dos seus maravilhosos olhos azul-violeta. A reportagem também lembra um fato interessante: naquela época, nos anos 40, as estrelas começavam a carreira ainda na infância. Foi o caso de Liz, que estreou aos dez anos de idade no seriado Lassie, cuja personagem principal era um cachorro da raça collie.

"Liz, uma paixão hollywoodiana", destaca o católico La Croix, mostrando o casal mítico Liz Taylor-Richard Burton, abraçados, em uma cena de Cleópatra.

Terminando minha leitura, o diário comunista L'Humanité anuncia a segunda morte de Cleópatra e a tristeza que o desaparecimento do último ícone de Hollywwod provoca. O fim do artigo diz que ela encarnava toda uma época, com sua arte, seus faustos e seus dramas, em 40 anos de carreira. Com Lyz Taylor desaparece a era dourada do cinema clássico americano, uma estrela como ela, não existirá nunca mais...

 

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