Alimentos/Radiação

Mais países suspendem importações do Japão

Moradores de Yamada, na região noroeste do Japão, vão buscar água mineral distribuída pela prefeitura.
Moradores de Yamada, na região noroeste do Japão, vão buscar água mineral distribuída pela prefeitura. Reuters

A lista de países que adotam restrições ou simplesmente suspendem as importações de produzidos frescos originários da região noroeste do Japão cresce diariamente. Depois dos Estados Unidos e da França, Hong Kong, Austrália, Canadá, Rússia e Cingapura adotaram medidas para evitar a entrada de alimentos contaminados com radioatividade em seus territórios.

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Duas semanas após a catástrofe natural mais dramática da história do Japão em 150 anos, o medo da radiação na água, no solo e por consequência nos alimentos gera apreensão das autoridades sanitárias em vários países. O governo japonês já havia proibido a venda de vários legumes verdes (espinafre, brócolis, couve-flor) e de leite cru provenientes de quatro regiões agrícolas próximas da central nuclear de Fukushima, devido à contaminação por partículas radioativas.

O Ministério da Saúde japonês reforçou o controle sobre os peixes e frutos do mar pescados ao longo da costa, após constatar que a água do mar próxima da central de Fukushima apresenta níveis preocupantes de radiação. Um vendedor de algas da cidade de Hokkaido, no norte do arquipélago, disse à agência de notícias France Presse que os consumidores não poderão se alimentar com algas dessa região nos próximos dois ou três anos.

A radiação também já chegou à rede de água. Na região metropolitana de Tóquio, onde vivem 35 milhões de pessoas, os controles são diários. Ontem, as autoridades haviam recomendado a suspensão do uso da água para bebês de até 1 ano de idade pela presença de iodo radioativo duas vezes acima do nível normal. Novos testes realizados nesta quinta-feira revelaram uma baixa do teor de radiação e a oferta de água da torneira foi novamente autorizada para os bebês. Esse vaivém de informações tem aumentado a desconfiança dos japoneses, que já não acreditam mais no que dizem as autoridades.

França reforça controles mas rejeita pânico

O governo francês aumentou a vigilância em torno dos produtos importados do Japão. No caso dos alimentos, eles representam apenas 0,1% das importações japonesas. Mesmo assim óleo de soja, frutos do mar, champignons, algas e legumes verdes, entre outros itens, estão sendo testados antes de chegar às lojas. As autoridades francesas descartam um risco maior de contaminação por alimentos. Já no caso dos componentes eletroeletrônicos, como o volume de importações é maior, os controles são rigorosos. 

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