Japão/Nuclear

Acidente nuclear no Japão faz mundo repensar uso da energia atômica

Central nuclear de Fukushima, no Japão.
Central nuclear de Fukushima, no Japão. REUTERS/TEPCO

A preocupação com o uso da tecnologia nuclear como fonte de energia é o destaque de capa do jornal francês Libération. E se parássemos com o nuclear ?, se questiona o jornal em sua manchete, explicando que o acidente com a central de Fukushima no Japão provocou reações imediatas e controversas em diversos países.

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Enquanto a Alemanha e a Itália colocaram um freio em suas ambições nucleares, a França mantém sua postura de investir nesta tecnologia responsável por quase 80% da energia produzida no país. O Libération entrevistou vários especialistas e concluiu que é possível substituir o átomo com investimentos em energias alternativas como as renováveis.

Para o Libé, a tragédia no Japão veio mostrar aos cientistas que eles devem trabalhar não apenas avaliando os riscos, mas sim com possibilidade de uma catástrofe real. Para os políticos, ficou claro que eles têm a responsabilidade de dar oportunidades iguais a diferentes fontes de energia e para os cidadãos, a lição de que eles podem participar e alimentar o debate com seus votos nas urnas.

O econômico Les Echos também dedica uma de suas manchetes principais à preocupação dos europeus em testar a resistência de suas centrais nucleares. O jornal informa que uma reunião em Bruxelas com os 27 países membros do bloco deveria finalizar os critérios para conhecer a situação atual dos 143 reatores nucleares no continente.

O objetivo, explica o Les Echos, é decidir se as centrais consideradas menos seguras devem ser fechadas ou passar por uma revisão. A França tomou a iniciativa e o governo já pediu uma auditoria em seu parque nuclear, informou o jornal econômico.

Síria

O Le Figaro dedica sua foto de capa à violência na Síria, onde segundo o jornal, a repressão aos opositores do regime se transformou em um banho de sangue. A referência é às mortes de civis, contabilizados em uma centena, após os conflitos com as forças-de-ordem na cidade de Deraa, no interior do país.

Esta sexta-feira, dia de uma manifestação convocada através da rede social Facebook, será decisiva para avaliar se a onda de revolta popular que derrubou os ditadores na Tunísia e Egito, também poderá atingir o presidente Bachar Al-Assad, cuja família governa o país há mais de 40 anos, analisa o jornal.

Diante do anúncio de futuras reformas feitas ontem pelo governo, o Le Figaro afirma em título que a "primavera síria", já fez o presidente Assad vacilar.
 

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