França nunca considerou acúmulo de eventos climáticos em testes de segurança nuclear

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Os jornais Le Figaro e Les Echos informam em suas edições desta quinta-feira, 31 de março, que a França vai reforçar a segurança de suas 19 usinas nucleares devido ao desastre em Fukushima, no Japão. Novos projetos com os reatores EPR, de terceira geração, vão sofrer modificações.

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O presidente da Agência de Segurança Nuclear (ASN) francesa, André Claude Lacoste, reconhece que o organismo nunca levou em conta um eventual acúmulo de catástrofes naturais nos planos de prevenção de acidentes nucleares na França. A pedido do primeiro-ministro François Fillon, a agência está revisando eventos climáticos suscetíveis de provocar uma catástrofe nuclear no país, como uma sucessão macabra de forte maré alta, seguida de tempestade e ventos fortes.

Nas páginas de Le Figaro, o especialista considera o risco sísmico um fator menor na França, embora os manifestantes antinuclear chamem sempre a atenção sobre a usina de Fessenheim, a mais antiga do parque nuclear francês, localizada na região leste, sujeita a tremores de terra. Segundo o presidente da Agência de Segurança Nuclear, no último milênio 1.700 tremores de intensidade superior a 4 na escala MSK, que vai a 12, foram registrados no país. Le Figaro sublinha que "uma central é concebida para resistir, em tese, a cinco vezes a potência do mais forte tremor já registrado".

Segundo Les Echos, o reator EPR de terceira geração construído atualmente pela Areva em Flamanville, na Baixa Normandia, pode até ser mais seguro do que os reatores da usina de Fukushima, mas nem por isso ele vai escapar de modificações, assim como o que a França constroi na Finlândia. O jornal relata que o projeto do segundo EPR francês, na usina de Penly, também está seriamente comprometido.
 

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