Costa do Marfim/crise

"Não me matem", pede Laurent Gbagbo ao ser preso

Laurent Gbagbo e sua esposa Simone, num quarto do Golf Hotel em Abdijan.
Laurent Gbagbo e sua esposa Simone, num quarto do Golf Hotel em Abdijan. Reuters

Pouco depois de ser detido, em uma intervenção na TCI, a TV estatal do país, o presidente Laurent Gbagbo também fez um apelo pelo fim dos combates. Em pronunciamento na TV, o presidente eleito, Alassane Ouattara, anunciou a abertura de um inquérito contra Gbagbo e a criação de uma comissão para investigar as atrocidades cometidas durante o conflito.

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De acordo com partidários de Gbagbo, ele se rendeu depois das forças francesas cercarem o local. O presidente da Costa do Marfim foi detido em sua residência, no bairro de Cocody, em Abdjian, nesta segunda-feira. Segundo testemunhas, ao ser preso, ele pediu para que poupassem sua vida. Em um pronunciamento na TV, Alassane Ouattara, o presidente eleito reconhecido internacionalmente, anunciou algumas horas mais tarde a abertura de um inquérito contra Laurent Gbagbo, sua esposa e colaboradores, afirmando que todas as providências serão tomadas para assegurar sua integridade física. Ele também anunciou a criação de de uma comissão de Justiça e reconciliação para investigar as acusações de atrocidades contra civis cometidas durante o conflito, que matou milhares de pessoas.

A França nega qualquer participação direta na ação, segundo declaração do chefe do das forças armadas francesas, Edouard Guillaud. O ministro da defesa francês, Gérard Longuet, disse que os soldados deram apoio aéreo às forças de Ouattara, com quatro helicópteros Gazelle. Segundo ele, o objetivo da missão da ONU, a ONUCI, no país ao pedir apoio às tropas francesas, era deixar o presidente eleito "presidir".

A secretária de estado norte-americana, Hillary Clinton, também reagiu à prisão do dirigente africano e declarou que a prisão de Gbagbo "envia um sinal forte aos ditadores da região. Eles não devem desprezar a voz do povo, que pedem eleições justas." A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton , disse que o continente está decidido a agir para favorecer o retorno da paz no país. "Vamos apoiar a Costa do Marfim para garantir a prosperidade, a estabilidade e ajudar a construir o país. Já o presidente Barack Obama disse estar satisfeito com a prisão de Gbagbo e pediu às milícias do país que abandonem as armas.

 

 

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