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Voo/AF 447

BEA resgata memória da caixa-preta com dados do voo AF 447

Módulo do Flight Data Recorder (FDR) encontrado pelos investigadores do BEA no Oceano Atlântico.
Módulo do Flight Data Recorder (FDR) encontrado pelos investigadores do BEA no Oceano Atlântico. Reuters
Texto por: RFI
4 min

Uma das caixas pretas contendo informações sobre os parâmetros do voo AF447 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009 matando 228 pessoas, foi resgatada e se encontra em bom estado físico, anunciou neste domingo a Agência Francesa que investiga as causas do acidente (BEA, na sigla em francês). Investigadores mantém esperanças de que os dados do módulo encontrado, e considerado crucial para entender as causas do acidente, possam ser explorados. 

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Segundo o comunicado emitido pela Agência, a equipe de investigadores localizou e identificou o módulo de memória do gravador de parâmetros do vôo – Flight Data Recorder (FDR) na manhã deste domingo por volta das 7 horas da manhã, pelo horário de Brasília.

Depois de localizada, a caixa preta foi levada à bordo do navio Île de Sein pelo robô submarino Rêmora 6000 às 13h40 (pelo horário de Brasília), de acordo com o comunicado.

“Em princípio, a caixa preta parece estar em bom estado físico. Nossos especialistas disseram que podemos ter esperança de ler os dados”, declarou o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec.

“Se os dados poderão ser explorados, vão nos permitir avançar nas investigações porque o FDR registra a altitude, a velocidade, as diferentes posições do leme”, explicou Troadec.

Atualmente o módulo está submerso na água e será transportado para BEA, nos arredores de Paris, para análise. De acordo com o diretor Troadec, o módulo deverá chegar à França em um período de 8 a 10 dias, tempo necessário para uma fragata da marinha francesa buscá-lo e levá-lo para o escritório do BEA.

O objetivo agora dos investigadores é resgatar a segunda caixa preta, com as gravações das conversas dos pilotos no cockpit do Airbus A 330, antes que a marinha francesa chegue ao local para buscar a primeira caixa preta já resgatada. Assim, o navio poderia trazer as duas caixas pretas ao mesmo tempo.

No início de abril, quase dois anos após o acidente, a Agência francesa anunciou ter descoberto o local exato onde estavam os destroços do avião da Air France, em uma profundidade de 3.900 metros. O navio Île de Sein equipado com o robô sumarino Relmora foi enviado ao local para resgatar peças consideradas importantes para as investigações.

Na última quarta-feira, o chassi de uma das caixas pretas foi resgatado mas não com o módulo contendo os dados do vôo.

Reações

O presidente da Associação francesa dos familiares das vítimas do acidente “Entraide et Solidarité” (Ajuda mútua e Solidariedade, em tradução livre), Jean-Baptiste Andousset, afirmou que o aúncio do resgate da caixa preta é “muito encorajador” mas disse também manter prudência em relação à possibilidade de que os dados possam ser explorados.

“Esta nova etapa na investigação constitui um grande avanço porque poderá fornecer informações adicionais sobre as causas deste acidente que até hoje continua inexplicável”, afirmou o diretor geral da Air France-KLM, Pierre-Henri Gourgeon.

Um porta-voz da Airbus, entrevistado pela agência de notícias France Presse, informou que no momento a empresa não fará nenhum tipo de declaração.

 

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