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Morte de Bin Laden provoca mal estar no Paquistão, afirma imprensa francesa

Manchete do jornal Liberation: "Bin Laden, os segredos de uma caçada"
Manchete do jornal Liberation: "Bin Laden, os segredos de uma caçada" liberation.fr
Texto por: Elcio Ramalho
3 min

O ataque das forças americanas que resultou na morte do líder terrorista Bin Laden é o destaque principal do jornal Libération. Em dez páginas, o diário francês conta os detalhes da ação realizada por uma unidade especial de elite do exército americano e revelados a conta gotas pelo governo dos Estados Unidos para não atrapalhar futuras operações militares.

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Além do ataque, o Libération também questiona a legalidade da operação, a misteriosa fortaleza onde vivia Bin Laden e outras famílias, as provas da morte que deverão ser divulgadas em breve e o papel desempenhado pelo Paquistão que ainda precisa ser esclarecido.

 

O Le Figaro afirma que as relações esfriaram entre os Estados Unidos e o Paquistão, com a Casa Branca denunciando o apoio de Islamabad ao líder da Al Qaeda já que dificilmente Bin Laden poderia se esconder por tanto tempo em um lugar ultraprotegido nas proximidades de uma academia militar sem a cumplicidade dos serviços secretos paquistaneses.

O Paquistão vive um profundo mal estar, afirma o Libé, já que a ação orquestrada pelos Estados Unidos em segredo e em pleno coração do país, sem avisar as autoridades locais, coloca mais uma vez em dúvida a soberania do país. Em entrevista ao jornal, Ali Soufan, um antigo funcionário de alto escalão do FBI, a polícia federal americana, afirma que os serviço secretos dos Estados Unidos estão analisando vários elementos antes de decidir como revelar as provas da morte de Bin Laden, já que envolve também a questão delicada de uma guerra de comunicação com a Al Qaeda. Diante de sua experiência de investigação do terrorismo, o ex-funcionário do FBI acredita que a rede Al Qaeda vai implodir porque não há um nome forte para suceder Bin Laden.

O La Croix e o L'Humanité dedicam suas reportagens principais ao Afeganistão. Agora que o motivo declarado para continuar a guerra no país, ou seja, o fim de Ossama Bin Laden, foi atingido, os países ocidentais devem repensar as razões para continuar sua intervenção militar em solo afegão, afirma o católico La Croix. O comunista L'Humanité diz que a morte de Bin Laden representa o fim do motivo declarado de uma guerra contra o Afeganistão.
 

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