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Falha humana é privilegiada em investigação sobre AF 447, reafirma Le Figaro

Artigo do jornal francês "Le Figaro": a pista do erro humano
Artigo do jornal francês "Le Figaro": a pista do erro humano RFI
Texto por: Elcio Ramalho
2 min

A hipótese de erro humano no acidente do voo AF 447 é evocada em uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal francês Le Figaro. Cinco dias após a chegada a Paris as duas caixas pretas já reveleram seus primeiros segredos, escreve o jornal, citando informações obtidas por uma fonte governamental que acompanha de perto as investigações.

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As análises dos dados parecem descartar a responsabilidade do fabricante Airbus na queda do A330 porque problemas mecânicos ou eletrônicos não foram identificados, adiantou o Le Figaro. A tese, segundo o jornal, é confirmada pelo comunicado enviado pela Airbus a seus clientes informando que após as análises preliminares da caixa preta com os parâmetros de voo nenhuma recomendação imediata deveria ser feita às companhias que usam o aparelho.

Um especialista de segurança aérea, que não teve seu nome revelado, informou ao Le Figaro, que especialistas da Airbus foram chamados pela Agência que investiga as causas do acidente para dar informações sobre parâmetros do voo e por isso a fabricante já teria uma ideia clara do que se passou com o AF 447.

Descartadas falhas técnicas, a investigação se desloca para companhia aérea Air France, seus procedimentos e tripulação, informa o Le Figaro. Segundo o jornal, desde 2009 os investigadores se perguntam porque os pilotos do AF 447 não desviaram o voo da zona de cumulonimbus, como fizeram outras aeronaves naquele mesmo dia?

A decisão de manter a trajetória retilínea e passar pela perigosa nuvem parece ter sido um erro de pilotagem ou de avaliação explicada por três hipóteses, segundo o Le Figaro: um número reduzido de pessoal na cabine, um problema no radar ou falta de combustível suficiente para contornar a nuvem. Uma vez na zona de cumulonimbus, é preciso saber ainda se a tripulação estava preparada para enfrentar essa situação difícil e se os procedimentos da empresa foram adequados, escreve o Le Figaro.

A segunda caixa preta, a que registra as conversas dos pilotos vão dar essas respostas, afirma o jornal. Essa catástrofe que até pouco tempo atrás parecia se tornar uma das mais misteriosas dos últimos anos, vai ser totalmente analisada e conhecida, conclui o jornal.
 

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