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Imprensa

Transferência de Strauss-Kahn domina manchetes

Prisão domiciliar de Dominique Strauss-Kahn foi manchete em todos os jornais.
Prisão domiciliar de Dominique Strauss-Kahn foi manchete em todos os jornais. Le Figaro
Texto por: Silvano Mendes
3 min

Como já era de se esperar, a liberdade condicional de Dominique Strauss-Kahn dominou as manchetes dos jornais franceses neste sábado. A transferência do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) para uma prisão domiciliar foi o principal assunto das capas dos jornais do hoje.

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Os diários Le Figaro e Libération relatam a complicada negociação para a transferência do chefe do FMI em suas manchetes e detalham, em várias páginas, todos os aspectos do caso, como as possíveis estratégias da defesa, os outros supostos episódios de agressão sexual envolvendo Strauss-Kahn, e todas as especulações sobre seu substituto à frente do FMI.

Já o vespertino Le Monde deu destaque em sua capa às causas da transferência demorada de Strauss-Kahn para a prisão domiciliar na sexta-feira. Segundo o jornal, ele não teria sido aceito pelos vizinhos do prédio onde sua mulher, Anne Sinclair, teria tentado alugar um apartamento. O vespertino Le Monde traz em sua capa a foto de um nova-iorquino segurando um cartaz de protesto no qual pode-se ler a frase “D.S.K.: Not in my backyard” (Dominique Strauss-Kahn : não no meu quintal).

Enquanto isso, o tablóide Le Parisien se interessa pelo custo financeiro de toda essa história para bolso do acusado. Além da fiança de US$ 1 milhão, as medidas de segurança impostas pela justiça vão custar US$ 200 mil por mês.

Mudanças na Renault

Le Monde também se interessa pelas mudanças na direção do grupo Renault. A montadora deve anunciar em breve o nome do diretor que substituirá Patrick Pélata, mandado embora após o falso alerta de espionagem do início. Mas segundo Le Monde, a opinião do Palácio do Eliseu deve pesar na decisão final. O jornal explica que o presidente da empresa, o franco-libano-brasileiro Carlos Ghosn, saiu enfraquecido do episódio e que o Estado francês, que detêm 15% do capital da Renault, pretende aproveitar esse momento de fraqueza para se impor. O vespertino explica que Ghosn continua no cargo, mas seu poder de decisão está cada vez mais reduzido.
 

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