França/Crise

França deve apertar mais o cinto para reduzir suas despesas

O presidente francês,  Nicolas Sarkozy, deve anunciar no dia 24 de agosto novas medidas para reduzir déficit do país..
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, deve anunciar no dia 24 de agosto novas medidas para reduzir déficit do país.. REUTERS/Philippe Wojazer
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Após o anúncio do crescimento zero da França no segundo trimestre do ano, o país terá que economizar ainda mais para manter os objetivos de reduzir seus déficits, afirma o Le Figaro na edição deste sábado. O jornal conservador lembra que após crescer 0,9% no primeiro trimestre, o país registra uma estagnação principalmente devido a queda do consumo das famílias francesas.

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Diante desse cenário, dificilmente o governo vai conseguir cumprir a previsão de um crescimento do PIB de 2% este ano e 2,25% no ano que vem, alerta o Le Figaro. O governo se vê diante de uma solução para controlar os rombos nas contas públicas: economizar apelando para redução nas despesas e aumento na arrecadação de impostos.

O vespertino Le Monde lembra que a luta dos governos para controlar seus déficits públicos não é nova, vem desde a Idade Média. No século 18, a dívida da França representava 80% de seu PIB, lembra o jornal. O Le Monde faz um paralelo das crises de 2008, desencadeada pela falência do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos, e a crise atual, marcada pela desconfiança nos estados e suas imensas dívidas.

O jornal chega à conclusão de que o cenário de três anos atrás dificilmente vai se repetir, mas também está claro que a margem de manobra dos governos é bem menor agora.

Síria

O Libération dedica sua manchete aos opositores na Síria que apesar da onda de repressão, continuam a luta contra o regime do presidente Bachar Al-Assad. O jornal traça o perfil de várias mulheres que estão na linha de frente das manifestações pedindo reformas políticas no país. Em entrevista ao Libé, a escritora Samar Yazbek, várias vezes detidas pela sua oposição ao governo, diz que na Síria acontece uma "revolução dos escravos contra seus senhores".

O jornal Aujourd'hui en France destaca o caso do médico da cidade de Bayonne, na região sudoeste, que ajudou 4 pacientes a morrer, relançando o debate sobre a eutanásia, uma prática proibida no país. O médico foi preso e não se arrepende de seus atos, segundo seu advogado. Se condenado, o médico poderá ficar na prisão pelo resto de sua vida.
 

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