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Itália/Crise

Itália aceita supervisão do FMI e da Comissão Europeia

O premiê italiano, Silvio Berlusconi, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante a cúpula do G20.
O premiê italiano, Silvio Berlusconi, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, durante a cúpula do G20. REUTERS/Charles Platiau
Texto por: Cíntia Cardoso
3 min

A Itália pediu ao Fundo Monetário Internacional que supervisione a aplicação dos compromissos assumidos pelo país para sanar as contas públicas. A declaração foi feita pelo presidente da Comissão Europeia, João Manuel Barroso, durante cúpula do G20 em Cannes. O governo italiano rejeita o termo "tutela" e diz que receberá "conselhos" do FMI.

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Sob pressão de seus pares europeus, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, anunciou o monitoramento das finanças italianas pelo Fundo Monetário Internacional. A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que tanto o FMI quanto a Comissão Europeia apresentarão relatórios trimestrais sobre o andamento das reformas e dos cortes no orçamento que visam a estabilidade econômica da Itália.

De acordo com o presidente da Comissão Europeia, João Manuel Barroso, a iniciativa partiu do governo italiano. "A Itália, por vontade própria, pediu que o FMI supervisionasse as suas medidas para a redução do déficit público”, disse Barroso. Logo após o anúncio, membros do governo italiano tentaram suavizar o papel do Fundo e declararam que não se trata de uma “tutela” mas, sim, de uma consultoria.

Os líderes europeus, especialmente a chanceler alemã e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, querem garantias de que a Itália cumprirá à risca o acordo que propõe um ajuste fiscal firme e reformas profundas para diminuir o temor de que a Itália, que já teve a nota de crédito rebaixada pelas agências de rating, se encontre à beira de um ‘default’. "A mensagem que devemos dar é a de credibilidade », reiterou Sarkozy que preside o G20, grupo que reúne os países ridos e os principais emergentes.

Depois da Grécia, a Itália é a bola da vez e a situação alarmante das suas contas públicas preocupa os líderes do G20. A Itália sofre forte pressão dos mercados. Desconfiados, os investidores exigem taxas cada vez mais elevadas para financiar a dívida italiana. Ao longo da semana, os juros demandados para um título com maturidade de 10 anos no mercado secundário chegou a atingir um pico 6,34 %. Essa taxa aproxima-se perigosamente do patamar de 7% que é considerado insustentável para as finanças públicas italianas.
 

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