França/Eleições

Em entrevista, Carla Bruni defende Sarkozy e se compara a Lady Gaga

Carla Bruni-Sarkozy durante evento de campanha contra a epidemia da Aids.
Carla Bruni-Sarkozy durante evento de campanha contra a epidemia da Aids. © AFP

Em uma entrevista publicada nesta quinta-feira na revista Le Nouvel Observateur, a primeira-dama da França, Carla Bruni-Sarkozy, sai em defesa do marido Nicolas Sarkozy, ataca a “esquerda caviar”, mas diz que prefere ficar longe da política.  

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Na busca por um segundo mandato, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pode contar com Carla Bruni-Sarkozy como seu principal cabo eleitoral. A primeira-dama tem sido presença constante nos comícios e nos eventos da campanha eleitoral de Sarkozy.

A 17 dias do primeiro turno, a primeira-dama concedeu uma longa entrevista à revista Le Nouvel Observateur, de linha editorial de centro-esquerda. Na conversa publicada na edição desta quinta-feira, ela argumenta que o sentimento anti-Sarkozy é restrito a “uma pequena elite parisiense”. Segundo Carla, nas viagens ao lado do presidente, o povo francês é sempre caloroso e não é “nem de esquerda nem de direita”.

Desde o casamento com Sarkozy em 2008, Carla vem declarando que prefere não ser o centro das atenções e que prefere deixar a política apenas para o marido. Carla revelou que quando Sarkozy diz: “Vou fazer esse anúncio, o que você acha disso?”, ela confessa ser “incapaz” de dar uma opinião. Mas, na entrevista à revista Le Nouvel Observateur, ela não poupa ataques a alguns membros do Partido Socialista  que, para ela, estão longe de viverem os valores que defendem.

Sobre o futuro do marido, que continua atrás do candidato socialista François Hollande nas sondagens, Carla diz estar certa de que ele será reeleito e que a França precisa de “um homem como ele” nesse momento de crise. Mas, caso saia derrotado das urnas, ela diz ter a convicção de que ele sobreviverá. “Meu marido pode existir fora da vida política”.

Nos anos como primeira-dama, Carla-Bruni lançou um CD e fez uma participação em um filme de Woody Allen, mas como é tradicional no papel de primeira-dama, ela também escolheu obras sociais para apadrinhar, como o combate à Aids e uma campanha contra o analfabetismo. Mas, quando comparada a suas predecessoras como Claude Pompidou, esposa do ex-presidente Georges Pompidou, que ficou conhecida por liderar várias obras de caridade, ela provoca: “Com minha experiência com a mídia, estou mais para Lady Gaga”.

 

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