Mali/ Crise

Paris saúda acordo entre a junta no poder no Mali e Cedeao

O ministro do Burkina Faso, Djibrill Bassolè, e o capitão Amadou Sanogo (aqui no dia 1/4) chegaram a um acordo para a crise.
O ministro do Burkina Faso, Djibrill Bassolè, e o capitão Amadou Sanogo (aqui no dia 1/4) chegaram a um acordo para a crise.

A França saudou neste sábado o acordo para saída da crise assinado na sexta-feira pela junta no poder no Mali e a Comunidade econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao). Duas semanas depois do golpe de estado em Bamako, os militares rebeldes que tomaram o poder na República do Mali, prometeram à Cedeao a volta à ordem constitucional, com o poder interinamente exercido pelo presidente do Parlamento.

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O ministro das Relações Exteriores francês Alain Juppé pediu a aplicação imediata de todos os dispositivos do acordo “principalmente os destinados a permitir a realização de eleições presidenciais no melhor prazo possível”.

“Este acordo permite o retorno à ordem constitucional ao Mali”, sublinhou Juppé. “Desde que as autoridades constitucionais estejam instaladas, a França retomará a cooperação bilateral civil e militar com o Mali”, indicou. Estas relações foram interrompidas depois do golpe militar no dia 22 de março.

Na sexta-feira, o capitão Amadou Toumani Touré, acusado pelos golpistas de “incompetência” na gestão da situação no Norte, apareceu na televisão nacional para anunciar a transferência do poder aos civis. O acordo, concluído com os representantes da Cedeao, prevê a designação de um presidente da República e de um primeiro-ministro de transição até a realização de eleições (presidenciais e legislativas). O embargo diplomático, econômico e financeiro imposto ao país pela organização foi suspenso após o acordo.

O documento também anistia os autores do golpe de estado e afirma que o presidente Toumani Touré deve ser protegido, além de estipular que o posto de chefe de Estado deve ser ocupado interinamente por Dioncouda Traoré, que terá 40 dias para organizar eleições.

Mas a situação no norte do país, onde três capitais, Kidal, Gao e Tombuctu, estão ocupadas e controladas há uma semana por rebeldes tuaregues, coloca em risco a realização de eleições dentro das datas previstas.
 

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