Imprensa

Sarkozy diz que eleitores só se decidirão no último minuto

O presidente francês Nicolas Sarkozy em discurso.
O presidente francês Nicolas Sarkozy em discurso. REUTERS/Eric Cabanis

A uma semana do primeiro turno da eleição presidencial francesa, a imprensa coloca o duelo entre o socialista François Hollande e o presidente, Nocolas Sarkozy, os dois principais candidatos da disputa, nas manchetes deste sábado.

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Com uma capa provocadora, que coloca uma caricatura de François Hollande vestido de Robin Wood e de Nicolas Sarkozy de rico aristrocata, o Libération concentra-se nos detalhes dos programas fiscais dos dois adversários. Num complexo cálculo, o jornal compara quais as categorias sociais que serão mais atingidas pelas propostas de cortes e altas de impostos dos dois candidatos. Pelas contas do Libé, Sarkozy continuará a privilegiar cortes tributários nas empresas e nos 10% mais ricos da população. Já, o programa de Hollande promete o inverso.

E justamente Hollande é o destaque do jornal Le Monde. Mesmo querendo evitar o clima de "já ganhou", o partido socialista já começa as negociações para a formação do governo. Uma das principais dúvidas é a escolha do primeiro-ministro. Se o candidato de extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon obtiver um bom resultado no primeiro turno, para satisfazer o eleitorado mais à esqueda, o partido deve indicar a atual primeira-secretária do PS, Martine Aubry.

O jornal de direita Le Figaro coloca na manchete o grande comício de domingo de Nicolas Sarkozy. O UMP, partido do presidente, espera reunir 80 mil pessoas amanhã. Apesar da queda nas sondagens que mostram uma vitória de Hollande no primeiro e no segundo turnos, os coordenadores da campanha tentam manter a calma. Para Sarkozy, as sondagens não querem dizer nada e, diferentemente de outras eleições, os eleitores só vão se decidir no último minuto antes de votar.

Ainda em clima eleitoral, o jornal traz uma reportagem curiosa sobre a preparação física e psicológica dos candidatos. Para os especialistas, para sobreviver a meses de campanha é preciso ter quase um fôlego de atleta. Para manter a concentração após poucas horas de sono, os especialisras recomendam pequenos cochilos de 10 minutos ao longo do dia, além de uma alimentação leve e passar longe do álcool, do cigarro e de noitadas. Ou seja, o tempo dos políticos "bon vivants" acabou.

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