Síria/ Violência

França ameaça Síria com novas sanções

O ministro das Relações exteriores francês, Alain Juppé, lançou nesta terça-feira, uma nova advertência ao governo sírio.
O ministro das Relações exteriores francês, Alain Juppé, lançou nesta terça-feira, uma nova advertência ao governo sírio. REUTERS/Charles Platiau

A França pediu novamente ao governo sírio que pare a repressão da insurreição popular que continua apesar da entrada em vigor, na última quinta-feira, de um cessar-fogo. Paris fala de novas sanções contra o regime de Bashar Al Assad. A violência no país põe em risco a missão dos observadores enviados pela ONU.

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O ministro das Relações exteriores francês, Alain Juppé, lançou nesta terça-feira, durante uma conferência internacional sobre a Síria, em Paris, uma nova advertência ao governo sírio. Ele também falou de novas sanções além do congelamento dos ativos financeiros de homens políticos sírios e da exportação do petróleo, que já está em prática.

“O regime sírio deve compreender que não pode continuar a repressão e recusar a transição política prevista pelo plano de Kofi Annan e esperada pelos sírios”, afirmou o ministro.

“Nós julgamos as autoridades sírias por seus atos. Toda falta deve ser objeto de uma reação firme e rápida do Conselho de segurança”, concluiu. Segundo o chefe da diplomacia francesa, as reservas financeiras das autoridades sírias já foram reduzidas pela metade.

Observadores

O secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, também pediu ao governo da Síria que garanta a liberdade total de movimentos à missão de observadores da ONU e sugeriu que a União Europeia fornecesse helicópteros e aviões para a futura missão de supervisão do cessar-fogo na Síria.

Um primeiro grupo de observadores da ONU foi enviado à Síria na segunda-feira para garantir o cessar-fogo negociado pelo enviado especial das Nações Unidas e da Liga Arabe para a Síria, Kofi Annan, depois de mais de um ano de violências que deixaram, segundo a ONU, pelo menos 9.000 mortos.

Segundo Ban Ki Moon, a missão deve aumentar nos próximos dias para trinta pessoas. Ela deve ser substituída por uma missão da ONU de supervisão compreendendo 250 homens. A ação vai necessitar uma nova resolução do Conselho de segurança da ONU que, segundo o secretário geral, será feita na quarta-feira.

As tropas do governo sírio continuam a bombardear várias localidades sírias. Pelo menos cinco civis morreram, segundo o Observatório sírio dos direitos humanos.

A embaixadora americana junto à ONU, Susan Rice, já alertou que a missão dos observadores da ONU poderá ser suspensa caso a repressão persista. Kofi Annan participa hoje em Doha, no Catar, de uma reunião ministerial de acompanhamento dos países árabes sobre a situação na Síria.

Está prevista para esta noite em Paris, uma manifestação pela Síria, convocada pela Federação internacional das ligas dos direitos humanos.
 

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