França/Eleições

Nicolas Sarkozy descarta fazer aliança com extrema-direita

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, em campanha pela reeleição.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, em campanha pela reeleição. REUTERS/Philippe Wojazer

A caça aos eleitores da extrema-direita, que fizeram a candidata Marine Le Pen da Frente Nacional chegar em terceiro lugar no primeiro com 18% dos votos, mobiliza os dois candidatos que disputam a presidência francesa. Mas o socialista, François Hollande, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, fazem um complexo malabarismo político de cortejar esses eleitores sem fazerem concessões ao partido de Le Pen.

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Em entrevista nesta manhã na Rádio France Info, Sarkozy, que precisa dos votos da extrema-direita para se reeleger, confirmou que não pretende negociar com o partido Frente Nacional. Ele também descartou a possibilidade de formar um governo com representantes da extrema-direita caso seja eleito. Para o presidente francês, há muitos pontos de discordância entre o seu partido, o UMP, e a Frente Nacional. Mas ele disse que está pronto para escutar os eleitores de Marine Le Pen que mostraram "raiva e desespero" ao votarem na candidata da extrema-direita. 

Entrevista Nicolas Sarkozy

Ontem o candidato socialista François Hollande disse que cabe a ele conquistar também o votos dos eleitores da extrema-direita, que expressaram sua raiva. Mas ele não parece disposto a fazer grandes concessões. Hollande confirmou hoje, que, caso seja eleito, vai propor no ano que vem o direito de voto aos estrangeiros que vivem na França há mais de 5 anos. Essa proposta vem sendo usado pelos adversários de Hollande para afastá-lo dos eleitores da Frente Nacional, partido que defende uma restrição à entrada e permanência de imigrantes na França. 

Entrevista François Hollande

A  partir desta manhã, François Hollande distribui uma carta dirigida aos 46 milhões de eleitores franceses. O documento foi escrito na noite de domingo após os resultados do primeiro turno. O jornal Le Parisien, que publica a carta entitulada União para a mudança, escreve que o candidato resolveu se dirigir a todos os eleitores, incluindo os dos candidatos derrotados do centro e da extrema-direita.

Até o momento, Marine Le Pen tem esnobado os candidatos ao Eliseu e parece inclinada a convocar os seus eleitores a votarem em branco no segundo turno no dia 6 de maio. A rpedidente da Frente Nacional, que obteve 6.421.773 votos, anunciará se ela apaoiará um candidato ao segundo turno durante um encontro com militantes no dia 1° de Maio.
 

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