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Grécia/Crise

Grécia corre contra o tempo para formar novo governo

Alexis Tsipras, chefe do partido de esquerda radical Syriza, no Parlamento em Atenas.
Alexis Tsipras, chefe do partido de esquerda radical Syriza, no Parlamento em Atenas. REUTERS/Panayiotis Tzamaros
Texto por: RFI
3 min

Mergulhada num abismo econômico, a Grécia vive também um pesadelo político. Depois do fracasso do partido conservador Nova Democracia, é a vez da Coalizão da Esquerda Radical tentar uma missão considerada impossível: formar uma aliança para ter maioria no parlamento para governar. A formação política de extrema-esquerda tem até sexta-feira para anunciar uma aliança. 

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Alexis Tsipras, chefe da esquerda radical da Grécia, passará o dia de hoje em negociações com os líderes dos grandes partidos gregos para tentar formar um governo de coalizão, mas as chances de sucesso são mínimas. Ele tem até sexta-feira para formar uma maioria em maio ao caos político instalado no país.  A esquerda radical, que conseguiu alcançar a segunda maior bancada no Parlamento, recusa-se a aceitar as regras do plano de salvamento europeu que impôs uma série de drásticas medidas de austeridade ao país. Para a extrema-esquerda, o povo votou contra a austeridade e essa vontade tem que ser respeitada.

Os dois principais partidos gregos, porém, criticam essa posição. Antonis Samaras, do partido conservador Nova Democracia, afirma que não é hora de "brincar com fogo" e que é preciso respeitar os compromissos já assumidos. A mesma opinião é partilhada pelo líder socialista Evangelos Venizelos que defende um governo de unidade nacional composto por todas as forças que querem a Grécia na Europa e na zona do euro.

Se as negociações para a formação do governo grego fracassarem, será inevitável a convocação de novas eleições. Sem um acordo político que dê garantias à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional, a Grécia fica impedida de receber as parcelas do plano de ajuda. A União Europeia pode suspender o pagamento da parcela de 5,2 bilhões de euros previsto para esta semana. O presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso voltou a alertar a Grécia que o país deve cumprir as medidas de austeridade para não correr o risco de dar calote nas dívidas. Na próxima terça-feira, Atenas deverá reembolsar 450 milhões de euros de obrigações que foram mantidas durante a negociação de reestruturação da dívida do país.

Bolsas

Ainda sob o efeito do caos político na Grécia,  as bolsas mundiais oscilam entre leve recuperação e baixas. A Bolsa de Hong Kong encerrou o pregão em baixa de 0,75% e em Tóquio a queda do Nikkei foi de 1,49%. Na Europa, a Bolsa de Londres voltou a ficar no vermelho e registra queda de 0,29% logo após a abertura. Queda também em Paris, onde o CAC 40 caiu 0,30%. O índice Dax em frankfurt tem leve alta de 0,42%.
 

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