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Síria/ Violência

Síria tem maiores manifestações desde começo da revolta

Manifestação contra o regime de Bashar al Assad em Deir Al Zour, em 15 de maio.
Manifestação contra o regime de Bashar al Assad em Deir Al Zour, em 15 de maio. Reuters
Texto por: RFI
3 min

A Síria foi palco, nesta sexta-feira, das mais importantes manifestações desde o começo da revolta contra o regime do presidente Bashar al Assad, principalmente na cidade de Alepo, no norte. O emissário especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, deve visitar o país em data ainda não divulgada.

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Milhares de pessoas manifestaram em diversos cidades mas principalmente em Alepo apesar da repressão, segundo o presidente do Observatório sirio dos direitos humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane. “Alepo está vivendo uma verdadeira rebelião”, comenta Mohammad al Halabi, militante que está na cidade.

As tropas governamentais reagiram atirando nos manifestantes em Alepo e na província de Damasco, deixando vários feridos. As forças de Bashar al Assad continuaram a bombardear violentamente os núcleos rebledes na cidade de Rastane e nos bairros da cidade de Homs, no centro do país, segundo a OSDH. A organização denuncia “o silêncio dos observadores” da ONU, que estão no país para vigiar o cumprimento da trégua.

A violência fará parte dos temas tratados por Kofi Annan na visita que realizará em breve a Damasco, segundo seu porta-voz. A data da viagem ainda não foi determinada.

Os militantes se manifestam como cada sexta-feira para pedir a queda do regime e também para homenagear os “heróis da universidade de Alepo”. No começo de maio, quatro estudantes tinham sido mortos pelas forças governamentais na Universidade de Alepo, centro da mobilização.

A Liga síria de defesa dos direitos humanos denunciou hoje a condenação a morte por “alta traição” de um militante sírio, Mohammed Abdelmaoula al Hariri, “gravemente torturado” desde sua prisão, em abril.

Cessar-fogo

Apesar das violações sistemáticas do cessar-fogo, as grandes potências continuam a acreditar no plano de Annan. A Missão de supervisão da ONU (MISNUS) contará, em breve, com todo seu efetivo (300 observadores militares), mas os países ocidentais já falam em não renovar seu mandato de 90 dias, que expira em 21 de julho.

Atentados recentes em Damasco e Alepo, reivindicados por grupos terroristas, se unem à violência cotidiana. O secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, apontou o grupo extremista Al Qaida como responsável pelos atentados, um deles deixou 55 mortos na capital, no dia 10 de maio.

Com o apoio da Rússia e as divisões que apareceram no centro da oposição, já fragmentada, o fim da crise parece cada vez mais longe.

O presidente Assad, que se apoia nestas divisões para minimizar a contestação, afirmou nesta semana em um canal de televisão russa, que as legislativas de 7 de maio, boicotadas pela oposição, mostraram que os sírios apoiam o regime diante dos terroristas.

Em 14 meses, mais de 12.000 pessoas morreram na Síria, a maioria civis, segundo a OSDH. Milhares de sírios também se refugiaram em países vizinhos.
 

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