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Imprensa francesa

Tweet de primeira-dama deixa presidente Hollande em situação delicada

Twitter.com
3 min

Muitas críticas, ironias e consternação na imprensa francesa desta quarta-feira ao repercutir a famosa mensagem postada na rede social twitter pela primeira-dama Valérie Trierweiler. Contrariando a decisão do Partido Socialista e do próprio presidente, a companheira de François Hollande manifestou apoio explícito a um candidato socialista dissidente que disputa o segungo turno das eleições legislativas contra Ségolène Royal, a ex-mulher do presidente francês.

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A candidatura de Ségolène Royal virou um caso político e privado, diz em título o Le Figaro. Ao se meter na campanha eleitoral, a companheira do presidente francês provocou uma enorme confusão e estupor, escreve o jornal. Em plena operação do Partido Socialista para apoiar a candidatura de Ségolène Royal, que corre risco de não ser eleita deputada, a primeira-dama dá um duro golpe na mãe dos 4 filhos do presidente francês, afirma o Le Figaro, lembrando a conhecida inimizade entre a atual e a ex-mulher de François Hollande.

O Libération foi mais duro e escreveu em título que Valérie Trierweiller é a primeira gafe da França, um jogo de palavras para lembrar que a companheira do presidente não gosta e quer mudar o termo de primeira-dama. Ao lançar um twitter contra a candidata Ségolène Royal a 4 dias das eleições legislativas, Valérie coloca o presidente em uma situação bem delicada e causou estupefação no partido socialista, lembra o jornal.
O jornal 20 minutos distribuído gratuitamente nas ruas de Parisa brincou: Valérie provoca um um incidente diplomatweet.

O comunista L'Humanité preferiu em sua manchete atacar declarações de líderes do partido UMP, do ex-presidente Nicolas Sarkozy, que colocam no mesmo plano a extrema-direita e a extrema-esquerda francesa. Ao exibir essa postura, o partido conservador legitima as ideias da extrema-direta francesa, afirma o jornal. Já o diário econômico alerta que a Itália agora é que provoca um tormenta nos mercados. O contágio da crise espanhola voltou à tona diante da taxa de juros, acima de 6%, que o governo italiano deve pagar para os títulos de sua dívida soberana. Para Espanha, a taxa chega a quase 7%, sinal de que o plano de ajuda aos bancos do país não acalmaram os investidores, diz o Les Echos.
 

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