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Rio+20: economista Ignacy Sachs propõe contrato social planetário no Libération

Capa dos principais jornais franceses
Capa dos principais jornais franceses A. DE FREITAS
3 min

O jornal Libération dedica seu caderno central à conferência Rio+20, com oito páginas que relatam 40 anos de diplomacia ambiental, desde a primeira conferência de Estocolmo, em 1972. No suplemento, o economista Ignacy Sachs, então assessor especial do secretário-geral da ONU para o meio ambiente, lamenta que os líderes mundiais sejam incapazes de ter uma visão global sobre o futuro da Terra. Ele preconiza planejamento e um contrato social planetário para salvar a Terra.

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Sachs critica a Europa, com seu modelo de desenvolvimento e consumo "insustentáveis". Para o economista, os europeus insistem em propor as mesmas terapias quando o modelo econômico do continente está gangrenado. O especialista propõe uma mudança completa na gestão do tempo e das decisões relativas ao crescimento e ao meio ambiente, coordenando ações locais e nacionais. A preservação da Terra depende de planejamento, martela Sachs, defendendo um novo contrato social planetário.

A edição do jornal Le Monde que vai chegar às bancas no início da tarde anuncia um fracasso da conferência Rio+20.

Em matéria de página inteira, o diário conservador Le Figaro diz que a cúpula é marcada pela inércia. O encontro deveria servir para a criação de um novo modelo, aliando crescimento econômico e inclusão social, também mais respeituoso com o meio ambiente, mas a ausência notória de líderes demonstra que os debates não avançaram, lamenta o Le Figaro. O jornal destaca que 20 anos após a Rio 92, os resultados em termos de proteção do meio ambiente são bastante negativos, já que houve um aumento de 45% das emissões de gases que causam o efeito estufa. O Le Figaro retoma o título da revista Nature, de 7 de junho: são 20 anos de fracassos.

O diário econômico Les Echos informa que a ONU apresentou um novo indicador na conferência, o PIB Verde, que deve exprimir o verdadeiro nível de riqueza de uma nação e sua capacidade de produzir com base em critérios de desenvolvimento sustentável. Não dá mais para falar de crescimento sem levar em conta a preservação dos recursos naturais, escreve o jornal.

O Les Echos publica os resultados do estudo feito pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) sobre a riqueza econômica e o capital natural de 20 países. O estudo demonstra que o PIB da China, dos Estados Unidos, do Brasil e da África do Sul cresceram expressivamente nos últimos anos, mas com uma erosão significativa de seus recursos naturais.

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