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Imprensa

Imprensa aponta falta de transparência nos gastos dos deputados franceses

Capa do jornal francês Le Parisien desta quarta-feira, (26)
Capa do jornal francês Le Parisien desta quarta-feira, (26) leparisien.fr
Texto por: Adriana Moysés
3 min

Os jornais de hoje dedicam suas manchetes às medidas anticrise na França. O esforço passa pela redução de gastos dos parlamentares, dos custos do trabalho e da seguridade social, entre outras medidas tratadas pela imprensa.

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O jornal Le Parisien ataca os gastos excessivos dos deputados franceses e questiona se os parlamentares são exemplares. O presidente da Assembleia Nacional anunciou, ontem, um corte de 10% nas despesas de representação dos deputados.

Um deputado francês ganha cerca de 13 mil reais de salário líquido por mês, mas essa remuneração é duplicada com as verbas de representação (17 mil reais). Os 577 deputados franceses têm direito a cinco assessores parlamentares cada um, com salário individual de quase 23 mil reais. Isso sem falar nas despesas geradas pela centena de senadores, com salários e indenizações superiores aos deputados.

O Le Parisien estima que reduzir as despesas parlamentares de 10% ainda é insuficiente, pois dentro do teto de representação os deputados podem gastar com o que quiserem sem apresentar nota fiscal.

Les Echos descreve os cenários em estudo no governo socialista para baixar os custos ligados ao trabalho assalariado, considerados elevados demais e apontados por alguns especialistas como o vilão da perda de competitividade da França nos últimos anos.

Segundo o diário econômico, o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault quer criar um choque de competitividade nessa área. O combate ao déficit da Seguridade Social francesa mudanças em seu modo de financiamento estão diretamente ligados à queda do custo do trabalho, absolutamente necessária para estimular novas contratações.

O diário conservador Le Figaro afirma que ao ultrapassar a marca simbólica de 3 milhões de desempregados, o que aconteceu em agosto, a França confirma sua impotência em resolver o desemprego de massa, um problema que afeta o país há no mínimo 13 anos, segundo o jornal. Em seu editorial, o Le Figaro defende reformas estruturais do mercado de trabalho a começar pelo fim da criação de contratos subsidiados pelo governo na administração pública, exatamente a política escolhida pelo governo Hollande.
 

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