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Síria/ Violência

França condena destruição de patrimônio da humanidade em Aleppo

Mercado hitórico que foi incendiado neste domingo na cidade velha de Alepo.
Mercado hitórico que foi incendiado neste domingo na cidade velha de Alepo.
Texto por: RFI
3 min

Violentos combates entre rebeldes e soldados foram registrados nesta segunda-feira no mercado medieval de Aleppo, na Síria. Tombado como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, o local foi destruído por um incêndio causado pelo conflito, no sábado. A França condenou hoje a destruição do mercado.

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Os confrontos opuseram rebeldes, entrincheirados no interior do mercado, e soldados, posicionados no exterior. Os combates diminuíram de intensidade no começo da tarde. Segundo os comerciantes, não há presença do Exérctio no interior do bazar, unicamente de rebeldes. Outros enfrentamentos também foram registrados nos bairros históricos de Aqaba, de Al-Awamid e Anida, perto da mesquita das Omeyyades.

“O maior problema é que não sabemos nada de nossas lojas”, se lamenta um comerciante. A França condenou a destruição de uma parte do bazar de Alepo e os bombardeios contra a população civil síria, indicou o ministério de Relações Exteriores.

“A França exprime sua viva condenação após a destruição do mercado medieval de Aleppo causada por violentos bombardeios. (…) Este acontecimento ilustra a intensificação da violência na Síria e demonstra que o regime não recua e continua sua repressão cega”, declarou Philippe Lalliot, porta-voz do ministério das Relações Exteriores francês.

Uma parte do mercado foi destruída pelas chamas no sábado quando os rebeldes tentaram se infiltrar na zona mantida pelo Exército, provocando confrontos com artilharia pesada. Cinco dos vinte mercados formados pelo grande bazar, como o das mulheres e o do ouro foram totalmente destruídos.

Idleb

Pelo menos 21 civis, entre eles oito crianças, morreram hoje em ataques aéreos do Exército que atingiram imóveis residenciais em Salqine na província de Idleb (noroeste), segundo o Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH).

Ao todo, 36 pessoas, entre elas 29 civis, foram mortas no país em combates entre soldados e rebeldes e em bombardeios aéreos realizados pelas tropas do regime de Bashar al Assad, segundo um levantamento provisório da ONG.
 

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