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França/Impostos

Jornais comentam vitória de empresários contra projeto de imposto do governo

O símbolo do coletivo dos pombos, que se autodenomina "movimento de defesa dos empresários franceses".
O símbolo do coletivo dos pombos, que se autodenomina "movimento de defesa dos empresários franceses". Facebook
Texto por: RFI
3 min

Os principais jornais franceses desta sexta-feira comentam o fato de que o governo de François Hollande voltou atrás em seu projeto de taxar em até 60% o lucro gerado pela venda de start-ups, as empresas ligadas à tecnologia e à Internet.

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Libération enfatiza que o governo recuou devido ao movimento de protesto de um grupo de jovens empresários sem experiência em política, que se autodenominaram "pombos" e iniciaram uma verdadeira guerra via Twitter e Facebook. Pombo, no francês coloquial, significa um homem ingênuo, fácil de enganar.

"Esse incidente revela a má comunicação do governo sobre seu orçamento", escreve o jornal progressista. Segundo Libération, a tropa de empresários da web foi manipulada por alguns elementos que queriam mostrar a esquerda como inimiga do espírito empreendedor.

Mas o diário também não poupa críticas ao projeto do governo. "É um contrassenso, sobretudo para a esquerda, querer taxar mais os investimentos de crescimento do que os pequenos jogos especulativos do mercado imobiliário, as jogadas de pôquer do mercado de arte ou o ouro dos patrimônios adormecidos", diz Libération em seu editorial.

"Os empresários desafiam Hollande", diz a manchete de Aujourd'hui en France. O jornal popular explica que animados com sua primeira vitória, os patrões pretendem se manter vigilantes em relação às próximas propostas do governo.

Le Figaro aponta que o governo voltou atrás, mas não totalmente. O ministro da economia, Pierre Moscovici, afirmou ontem que a medida será flexiblizada, mas que o governo não vai desistir de elevar os impostos sobre o capital proveniente da venda de empresas.

La Croix afirma em seu editorial que "a vitória dos pombos tem um gosto amargo". O jornal católico critica a postura de "vítima" adotada porempresários que se beneficiaram das facilidades oferecidas pela sociedade francesa, como a educação, e que agora parecem se recusar a fazer um esforço em favor da coletividade.

Por sua vez, Les Echos dedica sua manchete à previsão do Instituto de Estatística francês de que o crescimento do país não será retomado neste último trimestre, após nove meses de estagnação. Além disso, o poder aquisitivo deve cair 0,5% devido à diminuição da renda e à alta dos impostos.

 

 

 

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