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Apple lança iPad mini na Europa e nos EUA nesta sexta-feira

O  iPad mini começa a ser vendido em 34 países, incluindo Japão, Reino Unido, França e Estados Unidos.
O iPad mini começa a ser vendido em 34 países, incluindo Japão, Reino Unido, França e Estados Unidos. REUTERS/Suzanne Plunkett

O iPad mini começou a ser vendido na Europa e nos Estados Unidos nesta sexta-feira. Como já virou tradição, os fãs da maçã fizeram filas imensas diante das lojas da Apple para ter a "honra" de comprar antes de todo mundo o tablet de 20 centímetros (quatro a menos que seu antecessor).

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Apesar de ser menor e mais barato (US$ 329) que a versão anterior, o gadget ainda é maior e mais caro que os concorrentes Kindle Fire (Amazon) e Nexus 7 (Google), que saem a partir de US$ 199. Quer dizer, a estratégia da Appel para o mercado dos mini-tablets é conservadora, já que a concorrência já se estabeleceu a preços mais competitivos.

Mas a Apple não tem consumidores, mas seguidores, garante um analista da consultoria americana Gartner. "A fidelidade aos produtos Apple é quase religiosa", diz. Por isso, na loja de Opéra, ao norte de Paris, o estoque zerou antes do meio-dia. Em Milão, se registraram as maiores filas.

De qualquer forma, tanto em Paris e Milão como em Frankfurt, Sidney, Singapura, Hong Kong e Tóquio, o movimento foi menor do que à ocasião do lançamento do iPhone 5. Mesmo assim, cerca de 300 japoneses enfileiraram-se na capital para comprar a nova coqueluche Apple.

Um cliente da loja de Sidney lançou sua hipótese para a diminuição do buxixo: "a maioria das pessoas comprou pela internet", desde que a empresa começou a aceitar pedidos, em 26 de outubro. Há um ano, 1,5 mil australianos passaram a noite ao relento, esperando o lançamento do iPhone 4S.

Apesar de ter tido um lançamento menos espetacular que os produtos anteriores, o iPad mini tende a conquistar seu espaço. O banco RBC estima vendas na casa dos 6 milhões de unidades. Os analistas apontam, no entanto, o risco de o produto concorrer com a própria Apple: as vendas do iPad tradicional, maior e mais caro, já vêm caindo. Esta derrocada poderia se acentuar com a chegada da nova versão.

Mas, será que isso tira o sono da Apple, dona de 70% do mercado de tablets no 2° trimestre do ano? Provavelmente, não.

 

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