França procura anestesistas para hospitais públicos

RFI/ninanoel

 Os hospitais públicos na França enfrentam um grave problema para atrair e manter anestesistas que preferem trabalhar no setor privado para ter uma melhor remuneração. Essa é constatação do jornal La Croix que dedicou uma extensa reportagem sobre o assunto nesta sexta-feira.

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Em algumas regiões da França, a carência de anestesistas chega a 40%, diz em tom alarmista o jornal católico. Mesmo em cidades de médio porte, com boa infraestrutura de educação, saúde e atividades culturais, os hospitais não conseguem contratar esses profissionais.

Um dos maiores problemas é que o salário de um anestesista no hospital público é de 3.500 euros por mês, cerca de 9 mil e 100 reais, que pode aumentar em mais 2.600 reais com plantões. Mas no setor privado a remuneração é mais do que o dobro sem precisar fazer hora extra, lembra o La Croix. Resultado: os hospitais públicos devem apelar para anestesistas terceirizados que custam muito mais caro para os cofres públicos. A situação tende a ficar ainda mais dramática porque muitos profissionais vão se aposentar e correm o risco de não serem substituídos, alerta o jornal.

Aposentadoria

O Les Echos traz um suplemento especial de 6 páginas explicando aos franceses como se preparar para a aposentadoria. Para chamar atenção do leitor, o diário econômico escreve em manchete que é preciso se planejar para o choque que representa manter o mesmo nível de vida mas com a um rendimento bem menor.

Les Echos definiu 8 pontos a serem observados anos antes de deixar a vida ativa e as melhores opções para fazer o dinheiro render com a chegada da aposentadoria.

A homenagem do presidente francês e do primeiro ministro israelense ontem em Toulouse às vítimas de um islâmico radical, durante ataque à uma escola judaica no mês de março, estampa a manchete do Libération.

O jornal destaca a importância dessa mensagem forte de combate ao antissemitismo, mas por outro lado, alerta que o caráter político da visita do premiê Benjamin Netaniahu deve servir para os franceses alertá-lo sobre os riscos de sua aliança com a extrema-direita a poucos meses das eleições legislativas em Israel.

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