Líbano/ França

Em Beirute, Hollande demonstra apoio às autoridades libanesas

Os presidentes francês François Hollande (e) e libanês Michel Sleimane, em Beirute neste domingo (4).
Os presidentes francês François Hollande (e) e libanês Michel Sleimane, em Beirute neste domingo (4). REUTERS/Mohamed Azakir

O presidente francês, Fraçois Hollande, afirmou neste domingo em Beirute que os autores do atentado que matou em outubro o chefe da inteligência policial libanesa, Wissam Al-Hassan, não ficariam impunes e propôs ajuda da França nas investigações. O chefe de Estado francês visita o Líbano para demonstrar seu apoio ao presidente Michel Sleimane, diante dos riscos de desestabilização do país ameaçado pela crise na Síria.

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“Nós estamos à disposição do Líbano”, declarou Hollande, garantindo que a França daria apoio para encontrar os autores “desta agressão covarde”, durante uma coletiva de imprensa com o presidente libanês.

“Os libaneses devem saber que estamos do seu lado”, acrescentou Hollande, se referindo às “preocupações” e “mobilizações” que aconteceram no país após a morte do chefe da inteligência. Os funerais do general Al-Hassan, opositor do regime de Damasco, se transformaram em manifestações massivas contra o regime sírio, acusado pela oposição de ser o mandante do atentado.

Hollande também afirmou que o Líbano deve ser protegido contra “as ameaças de desestabilização”. Já Sleimane disse ter reafirmado “ao presidente Hollande, o compromisso do Líbano para evitar as consequências negativas da crise no país vizinho.”

O chefe de estado francês também pediu apoio do Conselho de Segurança da ONU à missão do emissário internacional Lakhdar Brahimi e solicitou à comunidade internacional que forneça mais ajuda humanitária para os refugiados sírios. O Líbano acolhe atualmente mais de 100.000 refugiados.

Segundo o Palácio do Eliseu, Hollande decidiu ir ao Líbano após o atentado. A viagem acontece no meio de uma crise política no país. A oposição libanesa anti-síria pede a demissão do primeiro ministro Najib Mikati, que acusa de “facilitar o plano do regime criminoso de Bashar Al-Assad no Líbano”. Sleimane e os países ocidentais querem evitar a situação temendo um vazio político em um país fragilizado pelo conflito sírio.

Depois do Líbano, Hollande irá à Arábia Saudita, antes de viajar para o Laos, onde participa amanhã da 9ª Cúpula Europa-Ásia.
 

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