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LAOS/ASEM

Hollande critica concorrência desleal da moeda chinesa

O presidente François Hollande na cúpula da ASEM, no Laos.
O presidente François Hollande na cúpula da ASEM, no Laos. REUTERS

O presidente francês, François Hollande, defendeu nesta segunda-feira a valorização de algumas moedas asiáticas, principalmente o yuan chinês, que mantido artificialmente baixo favorece as exportações chinesas criando uma "concorrência desleal" no comércio internacional. Hollande está no Laos, onde participa de uma reunião de cúpula Ásia-União Europeia (ASEM) ao lado de 50 dirigentes das duas regiões.

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Os europeus estão de olho no potencial de crescimento dos mercados asiáticos para salvar suas próprias economias do naufrágio. Nesse encontro que reúne cerca de 50 dirigentes dos dois continentes, o presidente francês tenta transmitir a imagem de que a Europa pode se recuperar e continuar desempenhando o papel de uma zona estável e de crescimento sustentado, apesar das dificuldades atuais.

Hollande declarou aceitar a ideia de que é preciso melhorar a competitividade dos países do sul da Europa, incluindo a França nessa perspectiva, mas destacou que a troca deve ser justa e não baseada numa concorrência desleal. O presidente francês criticou o custo baixo da mão de obra, assim como o valor artificialmente baixo de certas moedas asiáticas. O líder socialista defendeu uma reforma do sistema bancário internacional, para que as trocas comerciais sejam mais equilibradas. "O déficit entre a França e a China é de 27 bilhões de euros ao ano, ou seja, quase 40% do nosso déficit comercial, o que nós não podemos aceitar", declarou Hollande.

A China se defende dessa crítica frequente nos Estados Unidos e das grandes economias industrializadas alegando que deu início a um processo gradual de valorização de sua moeda, mas isso leva tempo para dar resultados. 

O encontro Ásia-União Europeia acontece de dois em dois anos. Desta vez, pelo lado europeu estão presentes em Vientiane, no Laos, o presidente francês, o premiê italiano, Mario Monti, o presidente da UE, Herman van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Os governos da Alemanha e da Grã-Bretanha estão representados pelos respectivos ministros das Relações Exteriores.

Embora os países da zona do euro queiram garantir que a crise das dívidas foi controlada, ainda persistem muitas dúvidas, conforme apontam os ministros das Finanças do G20, reunidos nesse mesmo instante no México.

Analistas estimam que a China tem grande interesse na estabilização da zona do euro, daí ter usado parte de suas reservas colossais para comprar títulos da dívida e dos fundos de resgate europeus. Se houver uma nova escalada no bloco, advertem os analistas, o impacto sobre as exportações asiáticas seria extremamente negativo, pressionando ainda mais para baixo economias que dão sinais de desaceleração. Em junho, o FMI previa um crescimento de 7,1% na Ásia em 2012 e 7,5% em 2013. Essas projeções foram revistas e são agora de 6,7% neste ano e 7,2% no ano que vem. 

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