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Relatório sobre competitividade da França coloca Hollande sob pressão

Louis Gallois, ex-chefe do grupo aeroespacial EADS, defende um “choque de competitividade para a França”.
Louis Gallois, ex-chefe do grupo aeroespacial EADS, defende um “choque de competitividade para a França”. REUTERS/Charles Platiau

A competitividade da França é o tema que volta às manchetes dos jornais do país nesta segunda-feira, dia em que o governo vai receber o relatório final elaborado pelo empresário Louis Gallois. No documento que será entregue nas mãos do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, o ex-chefão do grupo EADS, fabricante do Airbus, vai propor uma lista de soluções para a França inverter seu declínio industrial e competir de igual para igual com as grandes potências mundiais.

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Segundo o diário econômico Les Echos, Louis Gallois vai propor cerca de vinte medidas para melhorar a competitividade da França. A mais polêmica delas é a que defende uma redução de 30 bilhões de euros em encargos sociais para diminuir os custos do trabalho no país. Le Figaro acrescenta ainda em sua primeira página que as medidas incluem também uma redução das despesas públicas e uma maior flexibilização do mercado de trabalho. Amanhã, escreve o jornal, o chefe de governo promete reunir seu gabinete e anunciar medidas surpreendentes para favorecer as empresas do país. Para Le Figaro, chegou a hora da verdade para o presidente François Hollande e seu primeiro-ministro. Será que eles vão adotar as medidas previstas no relatório diante da urgência da situação, questiona o jornal em seu editorial.

A escolha de Louis Gallois não foi ao acaso, garante o diário conservador, lembrando que o executivo é conhecido por sua proximidade com a esquerda francesa. Já o econômico Les Echos define Gallois como liberal e ao mesmo tempo social. E coincidentemente, Les Echos e Le Figaro fizeram a mesma afirmação no título de suas manchetes: Hollande está contra a parede.

Semana decisiva nos EUA e na China

As eleições americanas são outro assunto em destaque na imprensa francesa desta segunda-feira. Para o católico La Croix, a economia é que vai decidir o resultado das urnas já que o emprego e a retomada do crescimento foram os temas que dominaram os debates entre Barack Obama e Mitt Romney. Com os dois candidatos praticamente empatados nas pesquisas, mais do que a tempestade Sandy é o desemprego que vai pesar no voto do eleitor, estima o comunista L'Humanité.

O Libération traz em sua reportagem principal uma semana decisiva também para o futuro da China. O Congresso do Partido Comunista será aberto na próxima quinta-feira e vai consagrar Xi Jinping como sucessor de Hu Jintao. O nome do líder é outro mas o país continuará o mesmo, afirma o Libération.
 

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