Nigéria/Mali

Líderes africanos aprovam plano para enviar 3.300 soldados ao Mali

Os dirigentes afircanos reunidos neste domingo, 11 de novembro de 2012, em Abuja, na Nigéria.
Os dirigentes afircanos reunidos neste domingo, 11 de novembro de 2012, em Abuja, na Nigéria. AFP PHOTO/Pius Utomi Ekpei

Os líderes da Cedeao (Comunidade Econômica de Países da África Ocidental), grupo formado por 15 países do oeste da África, aprovaram neste domingo um plano para enviar uma força militar internacional de 3.300 soldados durante um ano ao Mali, a fim de reconquistar a região norte do país ocupada há vários meses por grupos armados islâmicos.

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O plano de intervenção militar aprovado ontem em Abuja, na Nigéria, será enviado para votação no Conselho de Segurança da ONU até o dia 26 de novembro. A decisão autorizando o envio das tropas internacionais deverá acontecer nos dias seguintes. 

A força internacional será composta de soldados dos países da Cedeao. Os 3,3 mil soldados estrangeiros vão se juntar aos 5 mil militares malineses destacados para combater os extremistas que invadiram uma extensa região no norte do Mali, onde passaram a aplicar a xariá, a lei canônica islâmica.

Os grupos armados que controlam a região são a Al-Qaida do Magreb Islâmico (Aqmi), Ansar Dine e o Movimento pela Unidade e a Guerra Santa na África Ocidental (Mujao). Os extremistas islâmicos aproveitaram um golpe militar contra o presidente Amadou Toumani Touré, em março, para se impor e excluir da região ex-aliados tuaregues que tinham começado uma ofensiva separatista em janeiro.

O comunicado final da reunião de cúpula da Cedeao sublinha que o diálogo continua sendo a opção preferida para a resolução da crise política no Mali. "Todavia, devido às questões de segurança, o uso da força parece indispensável contra as redes terroristas e de criminalidade que ameaçam a paz e a segurança internacionais", afirma o texto.

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