Cuba/embargo

ONU condena embargo dos EUA contra Cuba pela 21ª vez

O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez.
O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez. Reuters

 A Assembleia Geral das Nações Unidas voltou a condenar – pela 21ª vez – o embargo dos Estados Unidos contra Cuba, em vigor há 50 anos. Um número recorde de países participou da votação. Dos 188 votos, apenas três foram contra: EUA, Israel e a Ilha de Palau, no Pacifico.

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O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez, denunciou uma política “desumana, fracassada e anacrônica de onze governos americanos sucessivos”. O embargo foi decretado em fevereiro de 1962, em retaliação à nacionalização de empresas americanas em Cuba. Para Rodriguez, o primeiro mandato de Barack Obama foi marcado "por um endurecimento permanente desse embargo do ponto de vista econômico, comercial e financeiro".

Apesar das restrições, os americanos de origem cubana chegaram a enviar três bilhões de dólares para a ilha em 2011. Mas os Estados Unidos insistem que só vão levantar o embargo se o regime cubano empreender mudanças políticas e sociais.

O embargo não atinge alimentos e medicamentos, sendo que os Estados Unidos são, inclusive os maiores fornecedores de alimentos para a Ilha, assegurando de 35% a 45% das importações cubanas de alimentos. A Rússia, China, e países islâmicos e não-alinhados também expressaram oposição à medida.

 

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