Imprensa

Jornais analisam explicações de Hollande sobre seus primeiros meses de governo

O presidente francês, François Hollande, concedeu sua primeira entrevista coletiva nesta terça-feira, (13).
O presidente francês, François Hollande, concedeu sua primeira entrevista coletiva nesta terça-feira, (13). AFP PHOTO / MARTIN BUREAU

Entre críticas e elogios, os jornais franceses desta quarta-feira trazem em suas manchetes um resumo da primeira grande entrevista coletiva concedida pelo presidente François Hollande para explicar os seus primeiros 6 meses de seu mandato. A imprensa se dividiu sobre as análises do conteúdo da mensagem e da postura adotada pelo chefe de estado francês.

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A grande mudança não é agora, ironiza o conservador Le Figaro em sua manchete ao se referir ao slogan usado por François Hollande durante a campanha presidencial. O presidente nega qualquer mudança de rumo e reafirma a coerência de sua política, escreve o jornal.

Em editorial, Le Figaro diz que Hollande confirma que como presidente está realizando suas promessas de campanha e espera ser julgado dentro de 5 anos. O problema, aponta o jornal, é que sua cota de popularidade despencou 20 pontos e o chefe de estado não sabe como admitir que seu programa é irrealista.

Les Echos destacou a confissão de Hollande de que é preciso reformar o estado francês. O presidente questionou o peso da dívida pública, defendeu uma baixa no custo do trabalho e estabeleceu como prioridade a queda do desemprego, informa o jornal. Ontem, Hollande insistiu em dar uma certa coerência nas medidas que escolheu para por em prática, resume o Les Echos.

Para o Libération, François Hollande mostrou em sua primeira entrevista coletiva porque de fato é o presidente. Respondeu a todas as críticas e assumiu sua política. Nos salões dourados do Palácio do Eliseu, Hollande enterrou de vez a imagem de um presidente normal e mostrou, de maneira bem segura, sua autoridade ao expor a gravidade da situação da França e a escolha de sua política econômica.

Para o La Croix, o presidente não apenas explicou como defendeu o rumo adotado por ele nesses seis primeiros meses de mandato e recusou qualquer mudança de estratégia no campo econômico para consertar as finanças do país.

Mais crítico, o comunista L'Humanité afirma que o presidente francês justificou a virada liberal de seu governo e decidiu adiar para mais tarde verdadeiras mudanças. Para o jornal, François Hollande cede aos temores do mercado.

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