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Hollande engaveta projeto de conceder direito de voto a estrangeiros

Capa do jornal francês Libération desta quinta-feira, 15
Capa do jornal francês Libération desta quinta-feira, 15 liberation.fr

A decisão do presidente François Hollande de engavetar sua promessa de campanha de conceder direito de voto aos estrangeiros em eleições locais na França é o assunto de destaque do jornal Libération desta quinta-feira. A decisão do chefe de estado francês mostra a influência crescente do ministro do Interior, Manuel Valls, junto no governo socialista, já que ele defendeu a retirada da proposta.

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Segundo Libération, o presidente François Hollande mais uma vez acata as posições assumidas pelo seu ministro do Interior. Manuel Valls conseguiu retirar da arena política a promessa de número 50 do programa de campanha apresentado pelo candidato François Hollande.

O presidente justificou que não teria maioria suficiente no parlamento para aprovar a mudança na lei. Até dentro de seu próprio partido há resistências para garantir que estrangeiros vivendo na França possam votar em eleições locais, escreve o Libération, lembrando que esta é uma reivindicação antiga principalmente de moradores de regiões periféricas.
Em editorial, o jornal progressista diz que os socialistas ganharam as eleições presidenciais e legislativas mas foi a direita conservadora que venceu a batalha ideológica.

Em seu suplemento de economia, o jornal Le Figaro repercute a jornada europeia ontem de protestos contra as medidas de austeridade dos governos. Ilustrada com uma foto de uma manifestação nas ruas de Gênova, o jornal diz que a revolta ganha força nos países do sul da Europa. Os protestos tiveram diferentes repercussões nos 23 países programados, mas na Espanha e Itália, foram registrados confrontos violentos, observa Le Figaro.

Para o comunista L' Humanité, as manifestações históricas em Portugal, a greve geral na Espanha e os desfiles na França mostraram que o dia de protestos coordenado com vários outros países europeus deixaram claro que os cidadãos estão muito insatisfeitos com as atuais políticas de austeridade como resposta à crise.

O Econômicos Les Echos dedica sua manchete ao projeto encaminhado pelo sindicato patronal francês às centrais de trabalhadores para garantir a segurança do emprego. Entre as propostas estão uma maior flexibilidade nos contratos de trabalho e para demitir funcionários, além de uma maior rapidez para aplicar planos de demissão em massa.

No mesmo tema, o Aujourd'hui en France pergunta em sua manchete: será que vamos ter que aceitar uma redução dos nossos salários?
O questionamento tem como base a recente proposta da montadora Renault, que para manter suas fábricas na França exige dos sindicatos a assinatura de um acordo para tornar menos rígidos os contratos de trabalho e facilitar negociações sobre tempo de trabalho e salários.

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