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Israel/Palestinos

Hamas e Israel mantém violência apesar de visita de premiê do Egito

Lançamento da aviação israelense para interceptar foguete disparado da Faixa de Gaza, em direção ao sul de Israel nesta sexta-feira,
Lançamento da aviação israelense para interceptar foguete disparado da Faixa de Gaza, em direção ao sul de Israel nesta sexta-feira, REUTERS/Amir Cohen
4 min

A visita do primeiro-ministro egípcio Hicham Kandil à Faixa de Gaza não diminui as hostilidades entre palestinos e israelenses. Pelo terceiro dia consecutivo, grupos palestinos dispararam foguetes em direção à Israel e a aviação israelense lançou novos ataques aéreos contra o território palestino. O objetivo da visita de Hicham Kandil é reforçar o apoio do Egito ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e também estudar a possibilidade do país negociar uma trégua no conflito.  

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Israel aceitou, a pedido do governo egípcio, suspender suas operações durante as 3 horas de visita de Kandil ao território palestino, com a condição de que os militantes palestinos também interrompessem seus ataques contra o país.

Na sexta-feira de manhã, antes da chegada do premiê do Egito, foguetes disparados da Faixa de Gaza atingiram o sul de Israel. Em resposta, a aviação israelense lançou novos ataques contra alvos das lideranças do Hamas, matando ao menos duas pessoas, segundo fontes palestinas.

"O Hamas não respeita a visita em Gaza do primeiro-minsitro egípcio e viola o cessar-fogo provisório aceito por Israel”, afirmou em sua conta no twitter Ofir Gendelman, porta-voz do primeiro-ministro israelense Benjamin Netaniahu.

Em dois dias de ataques israelenses na Faixa de Gaza, 19 palestinos morreram, sendo 12 civis. Na quinta-feira, três israelenses foram mortos em um ataque da Faixa de Gaza que atingiu um prédio residencial no sul de Israel. Ontem, dois foguetes disparados de Gaza atingiram os arredores de Tel Aviv, o que não acontecia há 20 anos.

Egito

A escalada de violência entre israelenses e palestinos é um teste de fogo para o novo presidente do Egito, Mohamed Mursi. Ele é considerado um "protetor" pelo movimento palestino Hamas e deve mostrar uma ação enérgica e diferente da utilizada pelo ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, considerada mais favorável aos Estados Unidos.

Mas a margem de manobra de Mursi é limitada por o Egito recebe anualmente uma ajuda de 1,3 bilhão de dólares do governo americano e é muito dependente economicamente de Washington.

Mursi prometeu respeitar o tratado de paz assinado em 1979 entre Egito e Israel, considerado importante para a estabilidade da região. Na quarta-feira, o Cairo chamou de volta seu embaixador em Israel. O governo israelense retirou seu embaixador do Cairo, mas garantiu que a embaixada ficará aberta.

A Irmandade Muçulmana , considerada o mentor espiritual do Hamas e que garantiu a chegada de Mursi ao poder, convocou nesta sexta-feira, dia tradicional de oração para os muçulmanos, um "dia de cólera" no mundo árabe em apoio aos palestinos.

Resposta "proporcional"

A União Europeia fez nesta sexta-feira um apelo à Israel para dar uma "resposta proporcional" aos ataques dos grupos armados palestinos vindos da Faixa de Gaza.

Em um comunicado, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, disse estar “profundamente preocupada” com a escalada de violência entre israelenses e a os palestinos de Gaza. Ashton também lamentou a perda de vidas humanas dos dois lados do conflito.

"Os ataques com foguetes por parte do Hamas e de outros grupos de Gaza, que provocaram a crise atual, são totalmente inaceitáveis e devem parar. Israel tem o direito de proteger sua população desse tipo de ataques", afirmou Ashton. " Eu faço um apelo a Israel para que sua resposta seja proporcional", acrescentou.

 

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