Eleições/Catalunha

Catalães vão às urnas neste domingo decidir o futuro da região

Presidente da Catalunha, Artur Mas, líder do partido Convergencia i Unio (CiU), que poderá conseguir o maior número de cadeiras no parlamento catalão.
Presidente da Catalunha, Artur Mas, líder do partido Convergencia i Unio (CiU), que poderá conseguir o maior número de cadeiras no parlamento catalão. REUTERS/Albert Gea

A Catalunha vai às urnas neste domingo renovar seu parlamento – processo motivado por uma intensa onda separatista nesta que é uma das regiões mais ricas da Espanha, mas também a mais individada. Cerca 5,4 milhões de catalães podem dar hoje o primeiro passo para um possível referendo sobre sua independência.

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A eleição deste domingo serve, teoricamente, para eleger o novo presidente da Generalitat, o governo catalão. O pleito aconteceria somente em 2014, mas o atual presidente da região, Artur Mas, resolveu antecipar o processo diante da recusa de Madri de permitir a autonomia financeira a esta região.

Os nacionalistas do partido Convergencia i Unio (CiU) seguem na liderança nas pesquisas de intenção de voto graças à campanha pró-soberania conduzida por Mas. No entanto, o jogo ainda é arriscado já que pequenos partidos independentistas de esquerda, muito mais radicais, vêm ganhando espaço.

As últimas pesquisas, divulgadas em 18 de novembro, indicam que o CiU será o vencedor da disputa, mas sem a maioria absoluta. De acordo com as previsões, o partido de Mas conseguiria de 62 a 64 cadeiras das 135.

Insatisfação

A crise econômica na Espanha que impõe sacrifícios à população da Catalunha é o motor da insatisfação na região. Pesquisas mostram que, pela primeira vez, mais da metade dos catalães desejam se separar da Espanha. O forte caráter cultural e linguístico também inflamam as antigas frustrações da Catalunha face ao Estado espanhol.

“Até agora havia um sentimento nacionalista minoritário, que cresceu com a crise”, afirma a eleitora Carme Llistosella.

No entanto, nem todos estão de acordo com a independência da região. “Essas eleições me dão nojo porque o país deve se unir e não se dividir”, diz o aposentado catalão Josep.

 

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