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Crise na direita francesa, no mercado de trabalho e no Egito seguem nas manchetes

Capa de jornais franceses desta quarta-feira,(28)
Capa de jornais franceses desta quarta-feira,(28) RFI

Os jornais de hoje trazem três temas em destaque nas manchetes: a situação econômica da França, que se deteriora como revelou o índice de desemprego de outubro, a crise no partido de direita UMP e a constestação popular no Egito contra o presidente Mohamed Mursi, acusado de deriva autoritária depois de ter assinado um decreto ampliando seus poderes.

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O diário econômico Les Echos informa que o governo Hollande decidiu acelerar o calendário de implantação do crédito fiscal às empresas para estimular contratações. Em outubro, segundo dados revelados nessa terça-feira, o desemprego cresceu mais 1,5%, o que representa 45.400 novos desempregados, uma tendência sem sinal de revés já que foi o 18° mês consecutivo de alta.

O programa de crédito fiscal criado pelos socialistas, para reduzir a pressão no caixa das empresas, tinha aplicação prevista em três anos, mas finalmente será reduzido a dois anos, em 2013 e 2014, para ter impacto imediato.

O diário comunista L'Humanité explica que no contexto atual a categoria dos sêniores é a mais afetada pela alta do desemprego. Além das dificuldades em encontrar um novo trabalho, homens e mulheres com mais de 55 anos, que somam 1 milhão de desempregados, enfrentam problemas de acesso à aposentadoria antecipada.

Em 2011, o governo francês suprimiu um dispositivo que dava ajuda financeira aos sêniores, cobrindo o período entre o fim das indenizações do seguro-desemprego e a aquisição da aposentadoria. Agora, essas pessoas só dispõem dos 460 euros (cerca de 1.240 reais) mensais do programa de renda mínima para sobreviver.

Le Figaro faz as contas de quanto a França vai perder com o novo plano de escalonamento da dívida da Grécia: serão 600 milhões de euros por ano, informa o jornal em primeira página.

Sarkozy, o retorno

O ex-presidente Nicolas Sarkozy está de volta à manchete de Le Figaro. Ele impôs a paz na UMP, relata o diário conservador. Sarkozy conseguiu convencer Jean-François Copé e François Fillon, os dois caciques que travam uma guerra pela presidência do partido, a consultar os afiliados por referendo para saber se eles querem ou não votar de novo para eleger o presidente da legenda.

Tensão no Egito

La Croix, diário católico, avalia que os decretos do presidente egípcio, Mohamed Mursi, contestados nas ruas, conseguiram reunificar a oposição. Libération observa que o dirigente, um islâmico moderado, tem sido hábil em diplomacia internacional, como demonstrou nas negociações entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza. Porém, dentro do país, Mursi vê a vida como um ditador, escreve o Libération. Segundo o jornal, alguns analistas veem Mursi como um novo Mubarak, adepto da mão forte, mas que sabe recuar se necessário.

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