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Massacre nos EUA e exílio fiscal de Depardieu recebem destaque nos jornais

Vigília na Igreja Santa Rosa de Lima, em Newtown, em homenagem às vítimas do massacre.
Vigília na Igreja Santa Rosa de Lima, em Newtown, em homenagem às vítimas do massacre. © Reuters
Texto por: RFI
3 min

Os jornais desta segunda-feira, 17 de dezembro, destacam em manchete o massacre na escola americana de Newtown e o escândalo envolvendo o ator Gerard Depardieu e o governo socialista francês. 

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O diário conservador Le Figaro afirma que o presidente Barack Obama não dispõe de meios para combater o lobby da indústria de armamento nos Estados Unidos. O jornal destaca que a entidade (NRA, National Rifle Association) que reúne os industriais do setor exerce forte influência sobre os parlamentares locais para que eles flexibilizem as leis que regulamentam a venda de armas. Resultado: 1 milhão de armas são vendidas mensalmente nos Estados Unidos, informa Le Figaro, e 270 milhões de armas de fogo estão em circulação. O jornal descreve o atirador Adam Lanza, que se suicidou após cometer o massacre, como um rapaz frágil, filho de uma família "superarmada".

O jornal progressista Libération também destaca o lobby dos armamentistas e o perfil do atirador, descrito como um jovem que vivia isolado com a mãe, fã de armas. Segundo o Libération, o atirador, que se suicidou após cometer o massacre, tinha aparência pálida, costumava se vestir de preto, não tinha perfil na rede social Facebook, como a maioria dos jovens de sua idade, e detalhe, na última fotografia de classe, em 2010, ele não figurava entre os colegas, pois tinha pedido para ter sua imagem camuflada por não gostar de aparecer em fotografias.

L'Humanité, diário comunista, afirma que os Estados Unidos são um país "doente" por suas armas. O jornal chama de cínico o lobby da NRA e seus quatro milhões de associados.    

Jornais destacam "escândalo Depardieu"

Le Figaro considera que o governo socialista perdeu a cabeça ao chamar o ator Gerard Depardieu de "medíocre", por ele ter se mudado para a Bélgica para escapar da alta de impostos do governo Hollande.

Libération diz que Depardieu não suportou ser tratado de medíocre pelo primeiro-ministro francês e perguntou a Jean Marc-Ayrault: "Quem é você para me julgar desta maneira?"

Libération destaca declarações de membros do governo socialista como a do ministro do Trabalho, Michel Sapin, que considera o ator um homem extravagante e exagerado. A ministra da Cultura, Aurélie Filippetti, diz ter ficado escandalizada e preferiu dizer que o ator prefere desertar o país em plena guerra contra a crise.

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