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Abismo fiscal/EUA

Obama volta de férias para tratar sobre "abismo fiscal" nos EUA

O presidente americano Barack Obama e sua esposa, Michelle, cumprimentam militares na base naval de Kaneohe Bay, no Havaí, nesta quarta-feira.
O presidente americano Barack Obama e sua esposa, Michelle, cumprimentam militares na base naval de Kaneohe Bay, no Havaí, nesta quarta-feira. REUTERS/Larry Downing
Texto por: RFI
3 min

O presidente americano Barack Obama encurtou as férias de final de ano que passava com sua família em seu Estado natal do Havaí e viajou para Washington nesta quarta-feira à noite para tratar das negociações paralisadas sobre o temido "abismo fiscal" com o Congresso do país. O presidente estava no Havaí desde a última sexta-feira e deve retomar seu trabalho na quinta-feira. A informação foi divulgada ontem à noite pela Casa Branca.

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Apesar das semanas de negociação, o presidente americano e seus adversários republicanos no Congresso não conseguiram chegar a um acordo sobre um plano para a redução do déficit no país – o que abre o caminho para o aumento geral dos impostos e de cortes automáticos nos gastos públicos, sobretudo na área social, a partir do próximo 1° de janeiro.

No primeiro dia de 2013 também expiram as reduções de impostos para todos os contribuintes, herdadas da presidência de George W. Bush e que os republicanos pretendem renovar. No entanto, Obama deseja excluir destas reduções os americanos com receitas superiores a 400 mil dólares por ano, depois de ter abandonado durante as negociações sua base de 250 mil dólares.

Obama havia pedido na última sexta-feira que o Congresso adotasse um compromisso fiscal mais modesto do que os evocados nas últimas semanas, a fim de evitar um orçamento de austeridade forçado. Alguns economistas, inclusive, acreditam que a adoção do rigor no planejamento fiscal dos Estados Unidos pode resultar em uma nova queda da primeira economia mundial.

Para complicar ainda mais a situação, no dia 31 de dezembro os Estados Unidos atingem o teto legal de sua dívida pública e não poderiam mais pegar dinheiro emprestado no mercado para financiar suas despesas. Para evitar um calote, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, já anunciou medidas excepcionais. Mas as incertezas provocadas pelo abismo fiscal podem neutralizar a eficiência dessas medidas, alerta Geithner.

 

 

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