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Imprensa

Plano da Renault de cortar 7.500 trabalhadores é golpe baixo, diz Libération

Renault planeja cortar 7,5 mil postos de trabalho na França até 2016
Renault planeja cortar 7,5 mil postos de trabalho na França até 2016 REUTERS/Louafi Larbi
4 min

O plano anunciado pela fabricante Renault de cortes de funcionários na França, o reforço da intervenção militar no Mali e a resistência dos americanos em mudar a lei sobre porte de armas são os destaques da imprensa francesa desta quarta-feira.

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Segundo o Les Echos, três meses depois de negociações visando melhorar suas operações no país, a direção da Renault chegou à fase mais difícil dos debates: o corte de 7.500 postos de trabalho em toda os setores, da produção, engenharia e até administração.
O objetivo é economizar até 400 milhões de euros e se adaptar a um cenário pouco otimista de venda de carros este ano. Mas nas contas deste jornal econômico, os cortes podem chegar a 8.200 assalariados.

Mais um golpe duríssimo para o setor, afirma o Les Echos, ao lembrar que recentemente outra montadora francesa , a PSA anunciou um plano para demitir 8 mil pessoas. A diferença entre as duas empresas, escreve o jornal, é que a Renault promete não fechar nenhuma fábrica no país caso os sindicatos assinem um acordo de competitividade, o que não vai ser nada fácil, estima o Les Echos.

Libération afirma que a Renault decidiu fazer concorrência à PSA com esse plano que vai fazer a empresa perder 17% de seu efetivo. Para o jornal, a Renault coloca mais uma "bomba social" que pode explodir no colo do presidente François Hollande. Como vai reagir o estado francês que é o principal acionista da empresa? , questiona o Libé.

Em editorial, o jornal criticou duramente o anúncio da Renault. Todo mundo sabe que o setor automobilístico enfrenta dificuldades, mas anunciar um plano para demitir 7.500 pessoas apenas 4 dias depois de um acordo fechado pelos sindicatos patronal e de trabalhadores para flexibilizar o mercado de trabalho na França foi um golpe baixo e violento, afirma o Libération.

O Le Figaro afirma em sua manchete que o exército francês reforçou sua intervenção no Mali e vai enviar 1.700 homens para reforçar o contingente dos 800 militares que já combatem os radicais islâmicos no país. Além de dar detalhes dessa operação, o Le Figaro dedica uma repor tagem para confirmar que nesta guerra a França está mesmo sozinha e por enquanto, segundo políticos citados pelo jornal, o país só pode contar mesmo com os Estados Unidos e a Inglaterra.

E amanhã, uma reunião dos chanceleres da União Europeia vai tentar definir o apoio diplomático para esse esforço da França em evitar que o Mali caia não mãos do terrorismo islâmico.

O católico La Croix afirma em sua manchete que a Casa Branca tenta reforçar a legislação sobre venda de armas mas enfrenta resistências muito fortes. O enviado especial do jornal aos Estados Unidos afirma que algumas propostas feitas pelo vice-presidente Joe Biden, encarregado de chefiar uma comissão para discutir o tema, são bem razoáveis como proibir a fabricação e comercialização de pistolas e cartuchos com mais e 10 balas e reforçar as regras para compra de armas de fogo.

Mas as propostas revoltaram o poderoso lobby dos fabricantes, afirma o La Croix. Resta saber se Barack Obama terá força suficiente para ir adiante com sua promessa de fazer de tudo para evitar novos dramas como o massacre de dezembro em Newtown que deixou 27 mortos, afirma o jornal católico.
 

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