Coreia do Norte

Coreia do Norte se prepara "para uma guerra total", diz Kim Jong-Un

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, aplaude soldados de artilharia que bombardeou a ilha sul-coreana de Yeonpyeong, em novembro de 2010.
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, aplaude soldados de artilharia que bombardeou a ilha sul-coreana de Yeonpyeong, em novembro de 2010. REUTERS/KRT via Reuters TV

A tensão continua a aumentar na penísula coreana nesta sexta-feira após a série de sanções impostas ontem pelo Conselho de Segurança da ONU e com o anúncio sobre o rompimento das relações entre as duas Coreias. O dirigente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, anunciou hoje que seu exército "está preparado para uma guerra total".

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Kim Jong-Un inspecionou a unidade de artilharia que bombardeou a ilha sul-coreana de Yeonpyeong, em novembro de 2010, de onde fez as declarações divulgadas hoje pela televisão estatal. O incidente deixou quatro mortos e alimentado os temores de um conflito em grande escala entre Coreia do Norte e do Sul.

A Coreia do Norte também anuciou ter rompido todos os acordos de não-agressão, além da comunicação com seu vízinho do Sul. O comunicado foi divulgado pela agência oficial de informação KCNA algumas horas após o anúncio das sanções pelo Conselho de Segurança da ONU.

O principal acordo de paz entre os dois países, separados há décadas, foi assinado em 1991. Ele estabelecia que as duas Coreias ajustariam suas disputas pacificamente a fim de evitar confrontos militares "acidentais".

O texto com as sanções contra a Coreia do Norte foi adotado nesta quinta-feira por unanimidade no Conselho de Segurança da ONU, em resposta ao terceiro teste nuclear realizado pelo país, no dia 12 de fevereiro. Mesmo a China, unico aliado de peso do regime de Pyongyang, votou a favor.

As medidas pretendem especialmente acabar com as fontes de financiamento utilizadas por Pyongyang para alcançar suas ambições militares. As sanções também intensificam a observação de diplomatas do país e aumentam a lista negra de pessoas físicas e empresas submetidas ao congelamento de bens no exterior ou à proibição de ingressar em diversos países.

Como resposta, o governo de Pyongyang ameaçou realizar "um ataque militar preventivo" contra os Estados Unidos. Ele acusa Washington de usar exercícios militares na Coreia do Sul como plataforma de lançamento para uma guerra nuclear.

China pede calma

"A China pede a todas as partes envolvidas a manter a calma e a se abster de toda ação suscetível de agravar as tensões", declarou nesta sexta-feira a porta-voz da diplomacia chinesa, Hua Chunying. Para ela, a resolução 2094 do Conselho de Segurança da ONU foi "equilibrada".

Pequim também pede a retomada das negociações entre o governo de Pyongyang e a Coreia do Sul, Rússia, China, Estados Unidos e Japão, que segundo Chunying está em "ponto morto".

 

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