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Chipre/Crise

Bancos do Chipre continuam fechados até quinta-feira

Os bancos cipriotas estão fechados há 11 dias e só reabrem nesta quinta-feira, dia 28 de março.
Os bancos cipriotas estão fechados há 11 dias e só reabrem nesta quinta-feira, dia 28 de março. REUTERS/Bogdan Cristel
Texto por: RFI
2 min

O governo cipiotra voltou atrás e decidiu estender até quinta-feira o fechamento das agências bancárias do país. Para o Banco Central do Chipre, é preciso mais tempo para assegurar o "bom funcionamento de todo o sistema bancário".

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Os bancos cipriotas estão fechados há 11 dias desde os primeiros anúncios do confisco parcial de depósitos bancários. A medida foi tomada para evitar uma corrida desenfreada por saques, o que poderia afundar ainda mais a crise financeira do país. Hoje, os saques diários nos caixas automáticos estão limitados a 100 euros (R$ 261).

O Chipre concluiu um acordo com os credores internacionais que inclui a taxação de depósitos acima de 100 mil euros e a liquidação do banco Laiki, o segundo maior do país. O doloroso acordo assinado com os países zona do euroe do FMI foi considerado a única possibilidade para evitar que o Chipre saísse da zona do euro e visse uma quebradeira geneneralizada dos bancos.

Em entrevista ao Financial Times, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, elogiou o plano cipriota e disse que esse acordo poderia servir de modelo para outros países europeus.  A declaração desastrada derrubou bolsas por todo o mundo. A Bovespa fechou no menor nível desde julho do ano passado. Nesta terça-feira, os mercados continuam instáveis. Os índices das bolsas de Paris, Londres e Frankfurt abriram em queda mas reagiram e operam com altas de quase 1%.

Hoje de manhã, em entrevista à radio francesa Europe 1, Benoît Coeuré, da diretoria do Banco Central Europeu, disse que seu colega do Eurogrupo cometeu um erro ao insinuar que as drásticas medidas adotadas pelo Chipre poderiam ser aplicadas a outros países.

O ministro do Trabalho do Chipre, Harris Georgiades, disse hoje que o plano de resgate imposto ao país pela União Europeia e FMI vai provocar uma forte recessão e um aumento no desemprego. Segundo o ministro o Eurogrupo cometeu um grave erro ao tentar corrigir os desequilíbrios da economia de uma tacada só.
 

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