Acesso ao principal conteúdo
Chipre/Crise

Líder ortodoxo de Chipre quer demissão de responsáveis pela crise

Chrysostomos II, chefe da Igreja Ortodoxa de Chipre, não se conforma que Chipre tenha cedido às exigências das instituições europeias para evitar a falência.
Chrysostomos II, chefe da Igreja Ortodoxa de Chipre, não se conforma que Chipre tenha cedido às exigências das instituições europeias para evitar a falência. Reuters/Tony Gentile
2 min

Para Chrysostomos II,  líder máximo da Igreja ortodoxa de Chipre, o ministro das Finanças e o presidente do banco central cipriota são os responsáveis pela atual situação financeira do país e pela degringolada bancária. A Igreja Ortodoxa pode perder até 100 milhões de euros.

Publicidade

Chrysostomos II acusa o ministro das Finanças, Michalis Sarris, e o presidente do Banco Central de Chipre, Panicos Demetriades, de serem os culpados pela degringolada dos bancos do país. Para o religioso, ambos não fizeram nada para impedir a restruturação do sistema bancário proposta pelas instituições europeias para salvar a ilha, o que acabou causando perdas gigantescas para os poupadores com investimentos altos, entre eles, a própria Igreja ortodoxa.

Chrysostomos II considera que os dois homens cederam sem questionamentos às exigências da chamada "troika" (União Europeia, Banco Central Europeu e FMI), "uma situação inaceitável".

O líder ortodoxo, porém, não aponta apenas os dirigentes como responsáveis pela crise, mas também os cipriotas, impulsionados por uma ambição desmesurada. "Não é apenas um problema econômico, todos queríamos cada vez mais coisas, pensando que seríamos felizes se tivéssemos dinheiro, trabalho e honrarias. "Se tivéssemos gasto nosso dinheiro dentro dos nossos limites, não teríamos chegado a essa situação", observou Chrysostomos II.

À beira do abismo

Em troca de um empréstimo de 10 bilhões de euros para evitar a falência, a ilha ainda necessita de 5,8 bilhões. Para atingir a meta, Chipre se comprometeu a reorganizar seu sistema bancário: as contas com mais de 100 mil euros (cerca de 260 mil reais) no Banco de Chipre e no Laiki, os dois maiores do país,  terão 60% do seu valor detidos.

A imprensa cipriota informa que a Igreja Ortodoxa entrou com uma queixa na justiça para impedir o bloqueio de seus investimentos. As perdas poderiam chegar a mais de 100 milhões de euros.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.