H7N9/China

Nova variação da gripe aviária faz mais uma vítima na China

Técnicos chineses fazem testes com o vírus H7N9  no Centro de  Controle e Prevenção de Doenças de Pequim, na China, nesta quarta-feira.
Técnicos chineses fazem testes com o vírus H7N9 no Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Pequim, na China, nesta quarta-feira. REUTERS/Stringer
Texto por: RFI
2 min

Autoridades sanitárias da província chinesa de Zhejiang anunciaram nesta quarta-feira que duas novas pessoas foram contaminadas pelo vírus da gripe aviária H7N9. Uma delas morreu. Especialistas tentam encontrar a origem da doença.

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A variação da gripe aviária H7N9, que não era até então transmissível ao homem, já atingiu nove pessoas na região leste da China e deixou três mortos. A última vítima fatal é um cozinheiro de 38 anos, de acordo com um comunicado oficial.

Os especialistas não divulgaram, até o momento, a forma através da qual os dois últimos infectados contraíram o vírus, mas indicaram que nenhuma das pessoas com quem as vítimas tiveram contato foram contaminadas.

Para o virologista Malik Peiris, o essencial no momento é encontrar a origem do contágio do H7N9. “Se nós a identificarmos, nós teremos a possibilidade de reduzir a exposição humana a doença para tentar eliminar o vírus”, declarou.

A China é um dos países mais vulneráveis à gripe aviária porque ela conta com o maior número de aves no mundo. Em várias províncias, esses animais estão constantemente em contato com a população.

No começo de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a doença matou mais de 360 pessoas desde 2003. A variação mais comum da gripe aviária, o H5N1, é transmitido, até o momento, do animal ao homem, mas especialistas temem que as mutações permitam que o contágio direto entre humanos – o que poderia resultar em uma pandemia.

 

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