Acesso ao principal conteúdo
Islândia/eleições

Islândia tem vitória da centro-direita em eleições legislativas

O conservador Bjarni Benediktsson, futuro primeiro-ministro da Islândia, deposita seu voto na urna durante as eleições legislativas realizadas neste sábado, dia 27 de abril.
O conservador Bjarni Benediktsson, futuro primeiro-ministro da Islândia, deposita seu voto na urna durante as eleições legislativas realizadas neste sábado, dia 27 de abril. REUTERS/Sigtryggur Johansson
Texto por: RFI
2 min

A conservadora oposição de centro-direita da Islândia venceu as eleições legislativas realizadas neste sábado no país. De acordo com os resultados oficiais divulgados neste domingo, dia 28 de abril, o Partido da Independência (direita) obteve 26,7% dos votos e o Partido do Progresso (centro), 24,3%.

Publicidade

O Partido da Indepedência e o Partido do Progresso terão, cada um, o direito a 19 cadeiras no Parlamento – o que deve resultar em uma coalizão para o governo. A vitória da centro-direita representa uma grande decepção aos partidos no poder. A Aliança social-democrata perdeu mais da metade de seus representantes: com 12,9% dos votos, terá direito a apenas nove cadeiras. Já o Movimento Esquerda Verde recebeu somente 10% dos votos e deverá se contentar com três representantes no Parlamento.

Os partidos vencedores se beneficiaram do cansaço dos islandeses após anos de política de rigor orçamentário. A campanha eleitoral foi dominada pelo individamento os proprietários de imóveis – questão que a centro-direita prometeu tratar desde o início de seu governo.

O cargo de primeiro-ministro foi reivindicado neste domingo pelo conservador Bjarni Benediktsson, 43 anos, quando os resultados mostraram que seu partido havia obtido o maior número de votos. “O Partido da Independência é chamado para assumir responsabilidades. A situação atual pede por mudanças”,  constatou.

A escolha do primeiro-ministro cabe ao presidente da República, que nomeia ao cargo, tradicionalmente, o chefe do partido vencedor.

O centrista Sigmundur David Gunnlaugsson, 38 anos, já se diz pronto a colaborar com o líder da direita, o provável futuro primeiro-ministro. “Nós mudaremos a Islândia para melhor e rapidamente nos próximos meses e anos", prometeu.

Apesar de se serem oponentes no pleito, centro e direita estão habituados a governar juntos. Com a esperada coalizão, encerra-se o período de liderança da esquerda no poder.

O que também já é previsto com a vitória da centro-direita islandesa é a retirada da candidatura do país para integrar a União Europeia. O projeto foi lançado pelo governo em 2009, mas tanto o Partido da Indepedência como o Partido do Progresso são hostis à ideia.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.