Desemprego/Crise

Mundo terá 208 milhões de desempregados até 2015

"Agente de manutenção, experiência 20 anos, busca trabalho": cartaz caseiro traz reflexo do desemprego em Estrasburgo, na França.
"Agente de manutenção, experiência 20 anos, busca trabalho": cartaz caseiro traz reflexo do desemprego em Estrasburgo, na França. Reuters

Um relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado hoje revela que até 2015 o número de desempregados em todo o mundo chegará a 208 milhões. De acordo com a OIT, em 2007 e 2015, o número de era de 169,7 milhões. As desigualdades sociais também devem crescer no período, especialmente nos países mais ricos. Já no Brasil, a alta do salário mínimo teve um impacto positivo no poder aquisitivo da população.

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A União Europeia é a região mais atingida pelas consequências negativas da crise econômica que castigam o mercado de trabalho. Os países do sul do continente como a Grécia, a Espanha, Chipre e Portugal são os mais atingidos. Além do desemprego, esses países também enfrentam o crescimento das desigualdades sociais e da pobreza. Mas, os países mais ricos, não são poupados dessas mazelas sociais. A OIT revela que a França, a Dinamarca e os Estados Unidos foram os que registraram uma alta mais expressiva da desigualdade.

O empobrecimento das classes médias é outro motivo de preocupação da organização que avalia que esse “fenômeno é alimentado pelo desemprego de longa duração, pela deterioração da qualidade do emprego e pelos trabalhadores que abandonam o mercado de trabalho”.

Na Espanha, por exemplo, a classe média encolheu. “O tamanho do grupo de renda média caiu de 50% em 2007, para 46 % até o final de 2010. Nos Estados Unidos, os 7 % mais ricos da população tiveram aumento de seu patrimônio líquido durante os dois primeiros anos da recuperação de 56 % em 2009 para 63% em 2011. Os restantes 93% dos norte-americanos viram seu patrimônio declinar”, diz o relatório.

Brasil

O relatório da organização vê “progressos” na política salarial do Brasil. Em 2012, os salários reais médios aumentaram mais de 4% no Brasil e no Paraguai, o que teve um impacto positivo no poder aquisitivo da população desses dois países. “No Brasil, um salário mínimo nacional mais sólido e a Bolsa Família –programa de transferência de renda- são as duas ferramentas que mais amplamente ajudaram as famílias pobres a superarem a pobreza”.

 

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