Justiça/Rússia

Justiça russa anuncia liberdade provisória de Alexei Navalny

Alexei Navalny comemora sua liberdade na saída do tribunal de Kirov, a 900 quilômetros de Moscou, nesta sexta-feira, dia 19 de julho.
Alexei Navalny comemora sua liberdade na saída do tribunal de Kirov, a 900 quilômetros de Moscou, nesta sexta-feira, dia 19 de julho. REUTERS/Sergei Karpukhin

A justiça russa anunciou nesta sexta-feira, dia 19 de julho, a liberdade provisória de Alexei Navalny para que ele aguarde o julgamento de um recurso impetrado ontem. O opositor do governo russo e desafeto do presidente Vladmir Putin foi condenado ontem à cinco anos de prisão em um campo de trabalhos forçados por desvio de dinheiro público. Ele também foi condenado a pagar uma multa equivalente a 35 mil reais.

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O advogado e blogueiro de 37 anos comemorou a decisão da Justiça russa ao lado de sua esposa, Ioulia, e falou com a imprensa na saída do tribunal de Kirov, a 900 quilômetros da capital Moscou.

Ontem, após receber a sentença, Navalny foi imediatamente algemado e levado para a prisão. Mas hoje recebeu o benefício de responder em liberdade devido a questões eleitorais. Navalny é candidato à prefeitura de Moscou. A Justiça entendeu que, se permanecesse preso, a sua candidatura poderia ser prejudicada.

Entretanto, o oponente ainda não decidiu se vai manter sua candidatura. Seu comitê de campanha anunciou nesta quinta-feira, após a condenação, que iria fazer um apelo pelo boicote das eleições. “Eu não sou um gato ou um cachorro para que atirem na rua e depois me digam que eu posso participar [das eleições]”, declarou.

A condenação de Navalny gerou fortes críticas ao governo russo que é apontado como autoritário e intolerante face aos seus adversários. O opositor ganhou visibilidade ao travar uma luta contra a corrupção. Sua visibilidade, dizem os analistas representava uma ameaça direta ao presidente Putin.

Para apoiar o advogado e blogueiro, cerca de 20 mil russos organizaram uma manifestação ontem no centro de Moscou. Cerca de 200 pessoas foram presas durante o protesto, mas já teriam sido liberadas a manhã desta sexta.
 

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