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Imprensa aponta falhas na organização da JMJ no Rio

O papa Francisco deixa a catedral do Rio de Janeiro no centro da  cidade.
O papa Francisco deixa a catedral do Rio de Janeiro no centro da cidade. REUTERS/Ricardo Moraes

Na edição deste sábado, o jornal Le Figaro em coloca na versão eletrônica uma reportagem na qual critica a desorganização que o Rio apresenta ao sediar a Jornada Mundial da Juventude. Para o diário conservador, os problemas, principalmente nos transportes, são preocupantes.

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Faltando menos de um ano para sediar a Copa do Mundo, o Brasil foi reprovado no teste de sediar um grande evento mundial. Essa é a avaliação do jornal Le Figaro baseada em relatos de peregrinos que compareceram à JMJ no Rio e também em opiniões de um especialista em urbanismo.

Na reportagem, o jornal enumera as falhas da organização a começar pela chegada do papa Francisco. Logo no seu primeiro trajeto, o papa ficou preso em um engarrafamento no centro do Rio de Janeiro e foi cercado por uma multidão, o que expôs a fragilidade do esquema de segurança praparado para o pontífice.

Na terça-feira passada, a pane no metrô carioca que deixou milhares de passageiros bloqueados nos vagões e prejudicou o acesso à praia de Copacabana, local da primeira missa do evento, também foi destacada. Taxis cheios, ônibus lotados, falta de sinalização, filas intermináveis em diversas estações de metrô também foram outros transtornos  enfrentados pelos peregrinos e pelos demais moradores do Rio, escreve o jornal.

De acordo com Figaro, os problemas que já são cotidianos no Rio de Janeiro,  foram multiplicados pela chegada dos turistas. O especialista em questões urbanas ouvido pelo jornal fala que o evento evidenciou a "falta de profissionalismo" das autoridades organizadoras as "carências estruturais" da cidade. Mesmo questões simples, como a instalação de banheiros públicos, foram negligenciadas.

Um texto do blog da enviada do jornalLe Monde ao Rio de Janeiro é irônico ao dizer que as manifestações contra o governador Sérgio Cabral não atrapalharam a jornada dos jovens católicos. Mas o mau tempo e, especialmente, o despreparo das autoridades, esses, sim, complicaram a vida dos fiéis. Um exemplo: o Campus Dei, terreno em Guaratiba destinado à missa de encerramento virou um lamaçal e, de forma improvisada, Copacabana abrigará o encerramento da JMJ.

Já o jornal Le Parisien destaca no seu site, com uma vasta galeria de imagens, um protesto ontem em São Paulo que deixou várias agências bancárias destruídas no centro da capital paulista.

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