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Acidente/Trem/Espanha

Condutor de trem que descarrilhou na Espanha estava no telefone no momento do acidente

Bombeiro carrega vítima do acidente de trem em Santiago de Compostela, na Espanha, no dia 24 de julho de 2013.
Bombeiro carrega vítima do acidente de trem em Santiago de Compostela, na Espanha, no dia 24 de julho de 2013. REUTERS/Xoan A. Soler/Monica Ferreiros/La Voz de Galicia

O Tribunal Superior de Justiça da Galícia anunciou na noite desta terça-feira, dia 30 de julho, que no momento do descarrilhamento do trem em Santiago de Compostela, no dia 24 de julho, o condutor estava no telefone com um controlador de ferrovia. Já o veículo tinha a velocidade de 153 km/h, enquanto o limite era de 80 km/h. O tribunal analisa as primeiras informações da caixa preta do veículo para apurar as causas do acidente que deixou 79 mortos.

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“Nos quilômetros precedentes ao local do acidente, o trem estava a 192 km/h”, informou o Tribunal Superior de Justiça da Galícia através de um comunicado divulgado nesta terça-feira. Segundo o documento, um freio foi acionado alguns segundos antes do descarrilhamento – informações apuradas na análise das caixas-pretas.

No momento da tragédia, o condutor Francisco José Garzón conversava por telefone com um funcionário da Renfe, a companhia de estradas de ferro espanhola. De acordo com o Tribunal da Galícia, pelo tom da conversa e do som ambiente, ele parecia estar consultando um mapa de papel para chegar até a cidade de El Ferrol, a destinação final do trem.

Garzón, de 52 anos, compareceu no domingo diante do tribunal encarregado de investigar o caso. Depois de uma audiência de duas horas e de passar 72 horas em prisão preventiva, ele foi libertado. Ele segue sendo investigado por “79 homicídios por imprudência”, segundo o juiz Luis Alaez.

O condutor tem uma longa experiência e admite ter feito outras 60 vezes o mesmo caminho onde o trem descarrilhou. Em sua audiência, ele reconheceu estar distraído no momento do acidente e não ter acionado os freios a tempo.

A tragédia, uma das mais graves da história da Espanha, resultou em 79 mortos. Nesta terça, 66 feridos ainda estavam hospitalizados, dos quais 15 em estado grave.

 

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